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Braço da Al Qaeda no Iêmen planeja ataques contra EUA, diz CNN

Atuação do grupo no país motivou alerta global emitido pelos americanos na sexta-feira. Previsão é de que atentado ocorra até terça

Por Da Redação - 3 ago 2013, 09h08

A ameaça terrorista que levou os Estados Unidos a emitirem, na sexta-feira, um alerta global a americanos em viagem – e à decisão de fechar 21 representações diplomáticas neste domingo – partiu do braço da Al Qaeda no Iêmen, informaram fontes da inteligência americana à rede CNN neste sábado. De acordo com os oficiais ouvidos, dados obtidos pelo serviço de inteligência dos EUA levaram o governo a crer que os terroristas que atuam pela rede no Iêmen estavam no estágio final do planejamento de um grande ataque contra alvos americanos e ocidentais. O alvo, contudo, ainda é incerto.

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Sob condição de anonimato, fontes do governo informaram à CNN que a decisão de fechar embaixadas foi tomada após uma advertência das autoridades iemenitas aos EUA. Embora não se saiba onde nos terroristas pretendem agir, a preocupação do governo americano é bastante grande. Há, inclusive, a previsão de que a Al Qaeda perpetre um ataque à embaixada dos EUA no Iêmen até terça-feira.

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O alvo dos ataques, aliás, é motivo de discordância entre os responsáveis pela segurança americana: enquanto alguns oficiais creem que a ameaça é restrita ao Iêmen, outros acreditam que os ataques podem ir além. Justamente por isso, o alerta se deu para todo o Oriente Médio, no Norte da África e Sudeste Asiático.

A situação ficou ainda mais tensa quando se descobriu que o líder da Al Qaeda Ayman al-Zawahiri nomeou o chefe da rede na Península Arábica Nasser al-Wahishi como gerente-geral do grupo terrorista.

O alerta – Os Estados Unidos emitiram na sexta-feira um alerta mundial a americanos em viagem, afirmando que a Al Qaeda planeja cometer atentados em agosto, especialmente no Oriente Médio e no norte da África. “O Departamento de Estado alerta cidadãos dos EUA para o continuado potencial de ataques terroristas, particularmente no Oriente Médio e norte da África e, possivelmente, ocorrendo na Península Arábica, ou dela emanando”, diz a nota divulgada. “A atual informação sugere que a Al Qaeda e organizações afiliadas continuam a planejar ataques terroristas tanto na região como fora dela. Os ataques podem ser conduzidos no período entre agora e o final de agosto”.

Cidadãos americanos que estão fora do país devem ter precaução, segundo o alerta, que ressalta que os “terroristas podem usar uma variedade de meios e armas e ter como alvo tanto interesses oficiais como privados”. O comunicado destaca a atenção que se deve ter em meios de transporte públicos, incluindo sistemas de metrô e trens, aviões e navios.

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Grã-Bretanha – Horas depois do alerta americano, a Grã-Bretanha também se manifestou. O ministério das Relações Exteriores britânico anunciou que a embaixada no Iêmen ficará fechada nos próximos três dias e pediu para que seus cidadãos deixem o país imediatamente. “A situação no Iêmen continua instável, com distúrbios e enfrentamentos violentos contínuos. Ainda existe a ameaça de uma escalada da violência”, advertiu o orgão. A Grã-Bretanha destacou ainda que há um risco alto de ataques terroristas e sequestros no país e alertou que terá dificuldades em oferecer auxílio para os britânicos que vivem no Iêmen caso a situação de segurança na nação árabe piore.

Precaução – Na quinta-feira, o Departamento de Estado disse que embaixadas americanas que normalmente funcionariam no domingo, localizadas em países islâmicos – onde os domingos são dias úteis – não abrirão nesse dia por questões de segurança. Nesta sexta, o departamento disse que serão fechadas as embaixadas dos seguintes países: Arábia Saudita, Afeganistão, Argélia, Bahrein, Bangladesh, Catar, Djibuti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Iraque, Jordânia, Kuait, Líbia, Mauritânia, Omã e Sudão. Também ficarão fechados os consulados de Arbil, no Iraque; Dhahran e Jidá, na Arábia Saudita; e Dubai, nos Emirados Árabes.

A última vez que o Departamento de Estado divulgou um alerta semelhante foi em 11 de setembro do ano passado, informou o jornal The Washington Post. No aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001, o consulado americano em Bengasi, na Líbia, foi atacado e o embaixador Christopher Stevens e outros três funcionários americanos foram mortos.

As autoridades americanas não deram detalhes sobre as ameaças, mas uma fonte do governo afirmou que não há informações sobre um alvo específico, o que explica a abrangência das medidas.

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