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Biógrafo oficial de Strauss-Kahn defende tese de complô

Paris, 1 dez (EFE).- Michel Taubmann, biógrafo oficial de Dominique Strauss-Kahn (DSK), publica nesta quinta-feira um livro que aborda a tese do complô contra o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), poucos dias após uma publicação semelhante ser lançada nos Estados Unidos pelo jornalista Edward Epstein.

‘Embora nunca tenha sido condenado, Strauss-Kahn foi destruído’, diz o escritor e jornalista francês autor de ‘Affaires DSK: la contre-enquête’ (‘Caso DSK, a contra-investigação’, em tradução livre). Além de sugerir as dúvidas em torno das acusações a Strauss-Kahn, o livro inclui entrevistas com o economista.

No livro, o político confessa que manteve uma ‘relação consentida’ com Nafissatou Diallo, a camareira que lhe acusou de assédio sexual no hotel Sofitel de Nova York em maio.

O biógrafo oficial, amigo da família de Strauss-Kahn, vai mais longe e considera que Diallo ‘foi enviada por uma missão que pretendia desestabilizar e deixar fora de combate o então diretor do FMI’.

Para apoiar sua tese, Taubmann realizou várias entrevistas com DSK e com sua esposa, Anne Sinclair, e durante três semanas fez pesquisas em Nova York, onde afirma ter falado com pessoas ‘próximas ao caso’ e próximas a Diallo.

A prova mais clara do complô, de acordo com Taubmann, é o desaparecimento do telefone celular oficial de Strauss-Kahn no quarto, que segundo ele foi roubado pela empregada do hotel.

Para ele, outras áreas ‘sombrias’ na investigação estão ligadas ao comportamento de funcionários do Sofitel. Taubmann afirma ter tido conhecimento de um vídeo com funcionários fazendo uma dança de realização minutos depois do caso. Já Epstein diz ter tido acesso a esta gravação.

O escritor francês narra os fatos que aconteceram no quarto, de acordo com DSK. ‘Strauss-Kahn saiu nu do banho e Diallo estava ali, mas não devia estar. Tudo está no olhar, ela ficou olhando seu sexo. Não é normal uma empregada de hotel olhar fixamente o sexo de um cliente’, assegura.

Taubmann reconhece que o político ‘não tem muito cuidado’ com os assuntos sexuais apesar de ter sido advertido dias antes de que estava sendo espionado.

O livro também se refere à investigação sobre uma rede de prostituição no hotel Carlton de Lille, no norte da França, que supostamente teria a participação de Strauss-Kahn. O ex-responsável pelo FMI disse ter horror a prostituição.

‘Quando alguém te apresenta uma amiga você não pergunta se é uma prostituta. E quando te convidam a uma festa não pergunta se é preciso pedir a fatura’, diz Strauss-Kahn no livro. Ele acrescenta que pôs fim a sua ‘vida sexual livre’. EFE