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Biden ganha no Michigan e se aproxima da Casa Branca

Joe Biden soma 264 votos do colégio eleitoral; apenas seis a menos que o número mágico de 270; Donald Trump pede que contagem seja paralisada

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 nov 2020, 18h36 • Atualizado em 4 nov 2020, 18h46
  • O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, venceu no estado do Michigan nesta quarta-feira, 4.

    A região é um dos pontos-chave para o pleito de 2020 e amplia a vantagem do ex-vice-presidente contra Donald Trump.

    No estado, Biden teve 2.684.000 votos, 49.9% do total, e Donald Trump recebeu 2.617.000, 48.6%.

    Com isso, Biden leva mais 16 cadeiras e agora soma 264 delegados no Colégio Eleitoral. Para vencer, são necessários 270 votos.

    Biden só precisa agora vencer em Nevada, com seis delegados, para conquistar a presidência. Até o momento ele está na liderança no estado.

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    Michigan fica no chamado Cinturão da Ferrugem, região industrial onde a votação deve ser decidida nos próximos dias. Assim como em 2016, os três estados do Meio-Oeste dos Estados Unidos, Michigan, Wisconsin e Pensilvânia, devem decidir a eleição à Casa Branca.

    O democrata já ganhou em Wisconsin – a contagem na Pensilvânia pode demorar, já que os votos por correspondência só começaram a ser contados na manhã da terça-feira 3.

    Durante 25 anos, Michigan sempre escolheu candidatos democratas, mas em 2016, Donald Trump ganhou o estado pela menor margem do país – apenas 10.704 votos. O estado, contudo, não deixou de ser um campo de batalha, e Biden obteve resultados consistentes em praticamente todas as pesquisas que antecederam o dia da eleição.

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    A conquista do Michigan significa que Biden só precisará de Nevada para atingir os 270 votos necessários. Nenhum candidato republicano vence em Nevada desde 2004, mas o estado continua sendo um campo de batalha. Em 2016, Trump quase venceu no estado tradicionalmente democrata, mas a campanha de Biden disse estar confiante sobre o resultado lá.

    A campanha do presidente Trump anunciou que entrou com um processo para paralisar a contagem de votos no Michigan, logo após fazer o mesmo com Wisconsin – onde o democrata ganhou por uma diferença de apenas 20.697 votos.

    A equipe do republicano alegou, sem evidências, que houve irregularidades em “vários” condados de Wisconsin e que Michigan não permitiu que a equipe do presidente observasse a contagem em “vários” locais.

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    “Nós entramos com uma ação hoje no Tribunal de Reclamações de Michigan para interromper a contagem até que um acesso significativo seja concedido”, disse a campanha, em comunicado. “Também exigimos a revisão das cédulas que foram abertas e contadas enquanto não tínhamos acesso significativo”.

    As autoridades de Michigan disseram que estão comprometidas em contar cada cédula. Depois do anúncio do processo, a secretária de estado de Michigan, Jocelyn Benson, tuitou um mapa do estado com os dizeres: “Paciência é uma virtude”.

    Os estados que ainda podem decidir a disputa são Nevada, Pensilvânia, Carolina do Norte e Geórgia.

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