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Biden cobra de inteligência respostas sobre origem do coronavírus na China

EUA pressionam a China por mais transparência sobre os eventos iniciais que levaram à disseminação do vírus em Wuhan

Por Julia Braun Atualizado em 26 Maio 2021, 15h25 - Publicado em 26 Maio 2021, 15h17

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, instruiu as agências de inteligência de seu país a intensificarem as investigações sobre a origem do coronavírus na China. O democrata também cobrou a entrega de um relatório com os resultados da apuração em até 90 dias.

As agências devem “redobrar seus esforços para coletar e analisar as informações que podem nos aproximar de uma conclusão definitiva e apresentar um relatório em 90 dias”, disse Biden em um comunicado divulgado pela Casa Branca. O objetivo da investigação é determinar se a Covid-19 surgiu de uma fonte animal ou de um acidente de laboratório.

Segundo Biden, em abril, a inteligência americana publicou um primeiro relatório que detalha conclusões a respeito das dúvidas. “Até o momento, a Comunidade de Inteligência dos EUA ‘se uniu em torno de dois cenários prováveis’, mas não chegou a uma conclusão definitiva sobre esta questão”, explicou.

Os Estados Unidos lideram atualmente a campanha mundial para que o governo chinês melhore a transparência sobre os eventos iniciais que levaram à disseminação do vírus em Wuhan. Biden disse ainda que pretende continuar pressionando a China “a participar de uma investigação internacional completa, transparente e baseada em evidências e a fornecer acesso a todos os dados e evidências relevantes”.

A origem do vírus

Mais de um ano após a declaração da pandemia do novo coronavírus, a origem da doença ainda não foi completamente esclarecida. No início do ano, uma missão de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) esteve no país asiático para apurar a questão e concluiu que “todas as evidências disponíveis sugerem que o Sars-CoV-2 tem origem animal natural e não é um vírus manipulado ou construído”.

Ainda assim, não foi possível apontar com precisão quando foi o primeiro caso e como os humanos foram infectados inicialmente e a OMS planeja outras análises.

Pouco depois da publicação, a China foi acusada pelo governo de 14 países de restringir o acesso dos cientistas a dados originais e amostras. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, confirmou que os pesquisadores tiveram problemas durante a missão.

No final de semana, uma reportagem do jornal The Wall Street Journal reacendeu o debate ao revelar que três pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan procuraram cuidados hospitalares em novembro de 2019, antes do início da epidemia.

A informação seria de um relatório feito pelo serviço de inteligência dos Estados Unidos e que não foi divulgado. A descoberta alimenta os teóricos de que o vírus poderia ter sido vazado acidentalmente do laboratório, uma hipótese negada pelo governo chinês e considerada “de risco extremamente baixo” pela OMS.

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