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Berlusconi poderá curar suas feridas voltando para seu primeiro amor, o AC Milan

Por Por Emmanuel Barranguet 12 nov 2011, 12h00

Silvio Berlusconi terá de se conformar com a renúncia à chefia da Itália, mas provavelmente se consolará voltando à presidência do AC Milan, o clube de futebol que acompanhou sua ascensão política e que alcançou no passado importantes vitórias internacionais.

Ele, que se autoproclamou “o melhor primeiro-ministro que a Itália já teve”, é o proprietário da equipe há 26 anos. Durante este período, o Milan conquistou cinco títulos europeus (Copa da Europa/Liga dos Campeões), entre outros campeonatos importantes.

Nos últimos anos, concentrou-se na política e em breve é provável que a abandone. Com o tempo vago, poderá se dedicar completamente a este clube, seu primeiro amor e uma de suas paixões.

Muitos italianos consideram Berlusconi o melhor presidente de um clube de futebol do mundo.

Depois do título europeu de 2003, precisou abandonar a presidência em 2004, quando a liga nacional de futebol considerou existir conflitos de interesses, já que ele também é proprietário de três cadeias de televisão.

Retornou ao cargo de 2006 a 2008, quando Romano Prodi era chefe do governo italiano de centro-esquerda, e o Milan foi campeão da Europa em 2007.

Os ‘tifosi’ do clube esperam que com a saída da política e das preocupações com a crise econômica, Berlusconi traga uma nova idade de ouro para a equipe.

“Você pode voltar à presidência do Milan”, disse na quarta-feira o jornal La Stampa, um dia depois da derrota política, quando perdeu a maioria absoluta entre os deputados.

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Os torcedores da equipe, conscientes de que o caráter de Berlusconi não passará despercebido, sonham com a contratação de grandes estrelas, como nas melhores épocas, apesar de Berlusconi afirmar não ter dinheiro para comprar, por exemplo, a estrela do Real Madrid, Cristiano Ronaldo, adquirido por 92 milhões de euros em 2009.

Na Mediaset, seu império midiático, circula o rumor de que Berlusconi vai injetar capital no clube, já em janeiro.

Para provar a proximidade com o clube, sua filha Bárbara, de 27 anos, entrou no Conselho Administrativo do AC Milan no ano passado. Ela também namora o jogador brasileiro Alexandre Pato, de 21 anos.

Quando Berlusconi não está na presidência, é seu braço-direito, Adriano Galliani, batizado de administrador geral, que conduz as rédeas.

“É ele quem decide”, admite Galliani.

O Milan mais glorioso, lembrado por seu jogo e prestígio, é o do final dos anos oitenta e início dos anos noventa, quando era treinado por Arrigo Sacchi, apóstolo do “futebol total” e duas vezes campeão europeu, de modo consecutivo.

Naquela equipe brilhante, os holandeses Ruud Gullit, Marco Van Basten e Frank Rijkaard ganhavam em popularidade.

A equipe foi novamente campeã em 1994. Fabio Capello era o técnico da equipe que tinha o montenegrino Dejan Savicevic e o croata Zvonimir Boban.

Em 2003 a estrela era o ucraniano Andrei Shevchenko e em 2007 o brasileiro Kaká. Agora seria a vez do sueco Zlatan Ibrahimovic, mas um novo projeto poderia atrair novas estrelas para San Siro.

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