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Bento XVI viaja em 2012 ao México e a Cuba para uma “nova evangelização”

O Papa Bento XVI confirmou nesta segunda-feira uma viagem, “antes da Páscoa” de 2012, a México e Cuba, como parte de uma segunda visita à América Latina, sob o signo da evangelização, e 200 anos depois das independências dos países do continente. A primeira delas foi realizada ao Brasil, em 2007.

O anúncio foi feito durante missa solene, para marcar o bicentenário da independência dos países latino-americanos, celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, na presença de sete cardinais do corpo diplomático e milhares de fiéis, tendo sido recebido com aplausos.

A América Latina é considerada o continente mais católico do planeta.

“Com a ajuda da Divina Providência, tenho a intenção de empreender uma viagem apostólica a México e Cuba, para aí proclamar a palavra de Cristo”, afirmou.

Bento XVI disse estar movido pela “convicção” de que chegou uma “época preciosa de evangelização, com uma fé sólida, viva esperança e caridade ardente”. Não precisou as etapas, nem citou qual país visitaria em primeiro lugar.

A viagem deverá acontecer no final de março, uma vez que está excluída a possibilidade de que se ausente de Roma durante a semana pascal, no início de abril.

No mesmo instante, milhões de fiéis se dirigiram em peregrinação à Basilica de Guadalupe, ao sul da colina de Tepeyac, no norte do México, para dar início às celebrações pelo 480º aniversário do aparecimento da Virgem, padroeira da América Latina.

No Vaticano, a liturgia obedeceu, em parte, a da “missa criolla”, com cânticos dos músicos em trajes típicos, junto a uma reprodução da Virgem de Guadalupe, em meio às bandeiras dos Estados do continente.

A viagem é a primeira programada pelo Santo Padre para o ano que vem. Ele completará 85 anos em abril. Um outro deslocamento, ao Líbano, está previsto para o final do ano, mas ainda não foi confirmado.

O Papa esteve no Brasil em maio de 2007, para a quinta Conferência de Bispos da América Latina e do Caribe. Retornará em 2013 ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

A escolha de Cuba tem a ver com o fato de a Igreja desempenhar um papel importante, numa fase histórica de abertura do regime comunista, segundo fontes do Vaticano.

Na homilia pronunciada em espanhol e em português, o Papa saudou o “avanço” da América Latina “no caminho da integração” e seu “novvo lugar emergente, no concerto mundial” das nações.

Fez um “apelo importante” aos “diferentes povos” para que “protejam seu rico tesouro de fé e seu dinamismo histórico-cultural”, defendendo, também, a vida depois da concepção, até o “termo final”, assim como a família, a paz e o meio ambiente.

Pediu que “sejam reavivados os esforços para vencer a miséria, o analfabetismo e a corrupção e para erradicar a injustiça, a violência, a criminalidade, a insegurança urbana, e o tráfico de drogas”.

A Igreja Católica está confrontada, na América Latina, ao crescimento de inúmeros movimentos pentecostais e de seitas, assim como à sociedade de consumo, de influência norte-americana.