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Bento XVI faz apelo pela coexistência pacífica dos egípcios

O papa denunciou tentativas de se minar a paz entre as comunidades religiosas

Por Da Redação 12 out 2011, 08h58

O papa Bento XVI denunciou nesta quarta-feira as tentativas de se minar a coexistência pacífica entre as comunidades religiosas no Egito e destacou os esforços das autoridades em favor dos direitos humanos e das minorias.

Diante de milhares de pessoas que assistiram na praça de São Pedro do Vaticano à tradicional audiência pública das quartas-feiras, o papa afirmou que a coexistência pacífica entre as comunidades egípcias é “essencial para salvaguardar a transição” política do país.

“Sinto-me profundamente entristecido pelos episódios de violência ocorridos no domingo passado no Cairo e me uno à dor das famílias das vítimas e de todo o povo egípcio diante das tentativas de minar a coexistência pacífica entre suas comunidades”, declarou o papa.

Bento XVI pediu aos fiéis que rezem para que a sociedade possa ter uma “verdadeira paz, baseada na justiça, no respeito à liberdade e à dignidade de todos os cidadãos”. O papa apoiou “os esforços” das autoridades egípcias, civis e religiosas “em favor de uma sociedade na qual sejam respeitados os direitos humanos de todos, em particular das minorias, em benefício da unidade”.

Após tomar conhecimento sobre os distúrbios de domingo passado no Cairo entre militares e cristãos coptas ortodoxos, que deixaram 25 mortos e mais de 200 feridos, vários membros do Vaticano condenaram a violência. A Igreja copta ortodoxa conta com cerca de 13 milhões de fiéis, enquanto os coptas católicos são aproximadamente 220.000.

(Com agência EFE)

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