Clique e assine com até 92% de desconto

Bento XVI e papa Francisco celebrarão juntos missa de canonização de João XXIII e João Paulo II

Costa-riquenha que afirma ter sido curada por um milagre de João Paulo II também vai estar presente como convidada especial

Por Da Redação 26 abr 2014, 10h06

O papa emérito Bento XVI e o papa Francisco celebrarão juntos a missa de canonização de João XXIII e João Paulo II na manhã de domingo no Vaticano, anunciou neste sábado o porta-voz da Santa Sé, o padre Federico Lombardi. Também participará da cerimônia Floribeth Mora Díaz, a costa-riquenha que foi curada de um aneurisma cerebral através de um milagre atribuído a João Paulo II. O presidente da Obra Romana de Peregrinação (ORP), Liberio Andreatta destacou que a Praça São Pedro contará com a presença de “dois papas vivos e dois papas santos”. O papa emérito, que renunciou em fevereiro de 2013, vive atualmente em um tranquilo mosteiro dentro do Vaticano, e durante o último ano apareceu em várias ocasiões ao lado de Francisco.

Floribeth Mora, convidada especial do Vaticano para a cerimônia de canonização dos papas, declarou nesta semana em Roma que sua tarefa é “mostrar a existência de Deus”. A jornalistas, ela disse que superou uma lesão cerebral incurável através de uma intervenção do papa João Paulo II, fato certificado como um milagre pelo Vaticano e que foi definitivo para definir os trâmites da canonização do papa polonês.

Leia também

João Paulo II e João XXIII, os novos santos da Igreja Católica

Papa fica irritado com cardeal que vai morar em cobertura

Canonizado, José de Anchieta é o terceiro santo brasileiro

Continua após a publicidade

“Não sei por que Deus me escolheu entre tantas pessoas e também não sei por que João Paulo II me curou, mas estou muito agradecida e agora minha incumbência é levar meu testemunho de vida a todos os cantos do mundo para provar a existência de Deu”‘, disse Floribeth.

Floribeth Mora ao lado de uma imagem de João Paulo II
Floribeth Mora ao lado de uma imagem de João Paulo II VEJA

A costa-riquenha não pôde assistir à beatificação de João Paulo II, ocorrida no dia 1º de maio de 2011, por se encontrar gravemente doente. Precisamente, segundo Floribeth, foi no dia da beatificação do papa polonês que ele se manifestou e curou sua lesão cerebral, depois de os médicos terem dito que ela teria apenas mais um mês de vida. “Estava deitada na cama e, quando me despertei, vi claramente como João Paulo II, que estava presente no quarto, elevou suas mãos em minha direção'”, lembrou a fiel, que acrescentou ter sentido “uma enorme paz” nesse momento, compreendendo que estava recuperada.

Em sua visita à capital italiana, Floribeth é acompanhada por seu marido, Edwin Arce, e de dois de seus cinco filhos, Edwin e Keynner, além do perito médico Mariano Ramírez, encarregado de certificar a veracidade do milagre e que reconhece “não haver explicação científica” para o ocorrido. “Revisamos os relatórios e nos demos conta que tinha sido um milagre. Posteriormente, mandamos esses relatórios para análise do Vaticano, que, por sua vez, confirmou que se tratava de uma intervenção divina”, explicou.

Um segundo milagre é atribuído a João Paulo II: o da freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria Parkinson e cuja cura, carente de explicação científica, foi essencial para a beatificação do papa, em 2011.

(Com AFP)

Continua após a publicidade
Publicidade