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Bandeira ucraniana é fincada em arranha-céu de Moscou

A polícia da capital russa informou que jovens com equipamentos de alpinismo foram detidos na região, suspeitos de serem os autores do ato de protesto

Por Da Redação 20 ago 2014, 08h11

A bandeira da Ucrânia foi içada nesta quarta-feira na antena de um dos sete arranha-céus construídos em Moscou nos tempos de Stalin e que são, junto com o Kremlin, os principais sinais da identidade arquitetônica da capital russa. A bandeira foi colocada no ponto mais alto do arranha-céu na Kotelnicheskaya, na margem do rio Moscova, reporta o jornal The Guardian.

Além da bandeira, a estrela de cinco pontas que decora a antena foi parcialmente pintada de azul, uma das cores nacionais da Ucrânia. “Pelo visto, os vândalos tinham o propósito de pintar a estrela com as cores da bandeira ucraniana, azul e amarelo, mas não deu tempo”, disse à agência Interfax um porta-voz dos serviços de emergência de capital russa.

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A polícia moscovita informou que jovens que levavam equipamentos de alpinismo, todos eles moradores de Moscou e arredores, foram detidos suspeitos de realizarem o ato de vandalismo. A polícia não precisou o número de detidos nem a identidade deles. Cidadãos russos que moram ou trabalham na região fotografaram a bandeira ucraniana no topo do prédio e postaram as imagens em redes sociais.

Construído entre 1938 e 1952, o edifício Kotelnicheskaya tem 176 metros de altura é o mais alto do conjunto de arranha-céus conhecido como “sete irmãs”, todos projetados na era stalinista. Hoje o local é um dos pontos turísticos de Moscou.

Селфи на фоне флага ) pic.twitter.com/J76ISYXqmz

– Ilya Varlamov (@varlamov) 20 agosto 2014

Infraestrutura afetada – O primeiro-ministro ucraniano Arseny Yatseniuk disse nesta quarta que os conflitos no leste Ucrânia entre forças separatistas pró-russas e o Exército está prejudicando o potencial da economia do país. Ataques de milícias contra a infraestrutura no leste ucraniano – de minas, estações de energia, ferrovias e pontes – estão prejudicando a população civil e arrasando a economia da região. “A Rússia sabe que reconstruir Donbass [região industrial do leste] vai custar bilhões”, disse o premiê em reunião do governo.

Desde abril, quando começaram os confrontos entre forças de Kiev e separatistas no leste da Ucrânia, mais de 2.000 pessoas já morreram, segundo números do escritório de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. Aproximadamente 5.000 pessoas ficaram feridas até o momento. A onda de violência também já provocou o deslocamento de 117.000 pessoas, informa a agência da ONU para os refugiados.

(Com agência EFE)

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