Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Ban Ki-Moon pede ação na Síria ‘em nome da humanidade’

Secretário-geral da ONU exortou comunidade internacional a intervir em massacre comandado por Bashar Assad que já deixou mais de 5.000 mortos

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse nesta quarta-feira que a comunidade internacional precisa agir “em nome da humanidade” contra a repressão dos protestos pró-democarcia na Síria pelo regime do ditador Bashar Assad. “Na Síria, mais de 5.000 pessoas morreram. Isto não pode continuar. Em nome da humanidade, é hora de a comunidade internacional agir”, afirmou o chefe da ONU.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.000 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
  3. • Tentando escapar dos confrontos, milhares de sírios cruzaram a fronteira e foram buscar refúgio na vizinha Turquia.

Leia mais no Tema ‘Revoltas no Mundo Islâmico’

Durante uma entrevista coletiva, Ban afirmou ter enviado ao Conselho de Segurança um relatório do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre a repressão iniciada em março, inspirada nas demais revoltas populares contra as ditaduras no mundo árabe. A medida pode aumentar a pressão sobre o mais importante órgão da ONU, composto por 15 países.

Em outubro, Rússia e China vetaram um projeto de resolução do Conselho de Segurança sobre a crise síria. Nesta quinta-feira, os protestos no país islâmico vão completar seu décimo mês, enquanto os militantes pró-democracia continuam com um movimento de desobediência civil, apesar da violência cotidiana.

Na semana passada, o ditador Bashar Assad disse em uma entrevista à rede americana ABC que não tinha responsabilidade pelas mortes porque não era “dono do país”, tampouco “dono das forças de segurança”.

(Com agência France-Presse)