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Ban abre debate da ONU pedindo fim do impasse no Oriente Médio

Por Spencer Platt 21 set 2011, 10h51

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, inaugurou nesta quarta-feira os debates da Assembleia Geral das Nações Unidas com um pedido para romper o impasse no Oriente Médio, em meio a uma luta diplomática entre israelenses e palestinos.

O chefe da ONU destacou os esforços da organização para fazer avançar uma saída negociada, enfatizando que tanto Israel quanto os palestinos “querem a paz”.

“Devemos romper o impasse no Oriente Médio”, disse Ban ao falar diante do auditório no qual se encontravam líderes com o presidente palestino, Mahmud Abbas, e o americano, Barack Obama.

“Estamos de acordo que os palestinos merecem um Estado. Israel precisa de segurança. Ambos querem a paz”, disse.

“Damos nosso compromisso de fazer grandes esforços para ajudar a conquistar a paz através de um acordo negociado”, destacou.

Abbas ressaltou que pedirá na sexta-feira o reconhecimento de um Estado palestino como membro pleno da ONU, ao qual se opõem energicamente Israel e Estados Unidos, que ameaçaram vetar uma iniciativa como essa no Conselho de Segurança.

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Durante seu discurso, Ban convocou os países que mais contribuem com o orçamento da ONU a não abandonarem sua “generosidade”, apesar da crise econômica.

“Peço aos governos que tradicionalmente arcam com a maior parte dos custos a não abrandar em sua generosidade”, disse.

“Os orçamentos estão ajustados. Mas sabemos que investir através da ONU é uma política inteligente. Compartilhar a carga a torna mais leve. Reduzir os recursos não é a resposta”, disse Ban.

O pedido de Ban ocorre num momento em que a oposição republicana no Congresso americano busca cortar as contribuições à ONU. Os Estados Unidos são o principal financiador da organização.

Ban lembrou “aos poderes emergentes, cujo dinamismo está crescentemente impulsionando a economia global”, que “junto com o poder vem a responsabilidade”.

“A todos, lhes peço que deem o que puderem, experiência, soldados para missões de paz, helicópteros. Nunca subestimem o poder de sua liderança. Uma vez ou outra vi como os países menores fazem algumas das maiores contribuições para o nosso trabalho”, acrescentou o secretário-geral.

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