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Bairro onde morreram jornalistas sofre novo ataque

Após bombardeio, observatório sírio perde contato com região de Baba Amr

Por Da Redação 23 fev 2012, 06h48

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.400 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.

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Um dia após ser cenário da morte de dois jornalistas ocidentais, o bairro de Baba Amr, em Homs, voltou a ser violentamente bombardeado nesta quinta-feira pelas forças do regime sírio. “Baba Amr, assim como parte do bairro de Inchaat, foram bombardeados a partir das 7h. Disparos de morteiro afetaram Khaldie”, afirmou Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, ligado à oposição ao regime de Bashar Assad.

“Ouvimos explosões pavorosas”, disse Hadi Abdallah, um militante local da Comissão Geral da Revolução Síria. “Hoje não conseguimos nos comunicar com militantes, nem por meio do Skype nem com o telefone por satélite”, completou.

Na quarta-feira, Baba Amr foi cenário da morte da americana Marie Colvin, do jornal britânico Sunday Times, e do francês Rémi Ochlik, fotógrafo da agência IP3 Press, em um ataque contra uma casa que funcionava como centro de imprensa dos militantes. A morte dos jornalistas, eviados a Homs para noticiar o massacre da população síria, causou indignação internacional.

Enquanto isso, o rebelde Exército Livre Sírio (ELS) afirmou nesta quinta-feira ter feito 35 vítimas, entre mortos e feridos, em ataque contra um centro das força de segurança síria e de shabihas (atiradores do regime), situado a dois quilômetros da fronteira com a Turquia. O “número dois” do ELS, Malek al-Kourdi, disse que o ataque ocorreu na região de Heta, na província setentrional de Idleb.

(Com agências EFE e France-Presse)

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