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Bahrein acusa autoridades iranianas de financiar grupos terroristas

Por Da Redação 13 nov 2011, 18h13

Manama, 13 nov (EFE).- O Bahrein acusou neste domingo as autoridades iranianas de financiar e manter um grupo terrorista que planejava ataques contra personalidades e instalações no país, assim como a embaixada saudita na capital Manama.

Em comunicado, a Procuradoria do país anunciou que as investigações realizadas após a prisão de supostos integrantes do grupo revelaram que os terroristas tinham ligações com as forças militares iranianas, como a ‘Basij’ e a Guarda Revolucionária.

No sábado, o Ministério do Interior do Bahrein anunciou a prisão de cinco pessoas, quatro delas pelas forças de segurança do Catar. Segundo as autoridades, elas se dirigiam ao Irã após terem saído do Bahrein de forma ilegal.

O Ministério Público do Bahrein afirmou que o grupo era financiado pelo governo do Irã, após apurar que alguns de seus integrantes viajavam até Teerã para receber treinamento militar e, tempo depois, retornavam com grandes quantidades de dinheiro para executar seus planos em Bahrein.

Os supostos terroristas tiveram suas prisões preventivas decretadas sob a acusação de ter a intenção de praticar atentados na sede do Ministério do Interior, na ponte que liga o Bahrein à Arábia Saudita e na embaixada saudita em Manama, capital do país.

O desmantelamento deste grupo terrorista ocorre depois que dezenas de opositores, em sua maioria xiitas, foram detidos nos últimos meses sob a acusação de fragilizar a monarquia no Bahrein.

O partido xiita Al Wefaq, o principal da oposição, criticou neste domingo as autoridades por darem informações ‘exageradas’ em relação aos terroristas, que ‘não possuem ligação com o que ocorre nas ruas do país’, onde o povo pede o fim da monarquia constitucional para buscar a democracia e a alternância de poder.

Os protestos populares, que começaram em fevereiro no Bahrein, evidenciaram uma grande divisão no país, que possui 70% de sua população xiita e é governado por uma monarquia sunita. EFE

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