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Avião teleguiado americano passa a ser propriedade do Irã

Os Estados Unidos pediram na segunda que a aeronave espiã fosse devolvida

Por Da Redação 13 dez 2011, 07h42

O avião teleguiado espião americano capturado pelo Irã em 4 de dezembro em seu território agora é de propriedade da República Islâmica, afirmou nesta terça-feira o ministro iraniano da Defesa, Ahmad Vahidi, ao comentar a demanda de Washington de devolução do aparelho.

“Ainda vamos decidir o que fazer com ele”, disse Vahidi. “A aeronave deles violou o espaço aéreo iraniano, e agora ao invés de apresentar um pedido de desculpas, de maneira sem vergonha nos pedem que devolvamos o aparelho”, completou o ministro, citado pela agência Isna. Na segunda, um parlamentar iraniano adiantou que o Irã copiará o modelo da aeronave RQ-170 e a colocará à disposição de suas forças.

Na segunda-feira, o presidente Barack Obama afirmou que Washington havia solicitado a restituição do avião teleguiado (drone) de observação RQ-170 Sentinel, do qual o Irã se apoderou em 4 de dezembro, quando o aparelho estava 250 quilômetros dentro do espaço aéreo iraniano. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou que Washington havia transmitido una demanda formal a Teerã, mas destacou que não esperava uma satisfação.

Uma parlamentar iraniano afirmou, segundo a televisão estatal iraniana, que o país pretende copiar o drone para equipar suas forças. “A capacidade do Irã em termos de aviões teleguiados é muito elevada. Nossos engenheiros construíram ótimos aparelhos de reconhecimento e ataque”, destacou nesta terça-feira o general Vahidi, confirmando implicitamente o projeto.

Ameaça – O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou na segunda-feira à noite, em uma entrevista ao canal oficial de televisão da Venezuela que os Estados Unidos e seus aliados nunca terão a oportunidade de atacar o Irã, ao mesmo tempo que minimizou a ameaça porque responde a “pressões psicológicas e políticas”.

“Apesar do desejo de atacar o Irã, nunca terão a oportunidade de fazê-lo: (Estados Unidos) conhecem muito bem tanto as condições da região como do Irã e não acredito que exista ninguém que tenha a coragem de ordenar um ataque militar”, afirmou Ahmadinejad em uma entrevista concedida de Teerã e traduzida ao espanhol.

Segundo o presidente iraniano, as ameaças velada contra a República Islâmica obedecem a “pressões psicológicas e políticas” porque há mais de 32 anos os Estados Unidos e seus aliados se opõem ao regime de Teerã. No mesmo sentido, Ahmadinejad criticou o relatório divulgado em novembro pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que reforça as suspeitas de uma “possível dimensão militar” do programa nuclear iraniano.

(Com agência France-Presse)

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