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Autoridades elevam a 57 número de mortos por atentados em Bagdá

Por Ahmad al-Rubaye 22 dez 2011, 06h27

O ministério da Saúde do Iraque elevou a 57 o número de pessoas mortas como consequência dos atentados a bomba perpetrados na manhã desta quinta-feira em Bagdá, em meio a uma crise política crescente entre sunitas e xiitas.

O porta-voz do ministério, Ziad Tariq, que pouco antes havia anunciado um saldo de 40 vítimas, elevou o número a 57 e acrescentou que foram registrados 176 feridos em dez atentados em Bagdá, ao mesmo tempo em que um funcionário do ministério do Interior mencionou que ocorreram 11 explosões na capital.

Realizados em uma hora de intenso movimento, no início da manhã, os atentados ocorreram nos bairros de Bab al Muatham, Karrada, Allaui, no centro da capital, Adhamiyah, Shuala e Shaab (norte), Jadriyah, no leste, e em Al Amil, no sul, informaram as autoridades.

Estes atentados são os primeiros atos violentos que ocorrem em meio a uma crise que ameaça o equilíbrio político do país e aumenta o temor de uma retomada da violência sectária. O governo iraquiano completou na quarta-feira seu primeiro ano no poder, poucos dias após a retirada das tropas dos Estados Unidos.

Nos últimos cinco dias foi emitida uma ordem de prisão contra o vice-presidente sunita Tarek al Hashemi, o chefe do governo pediu a saída do vice-primeiro-ministro sunita e o bloco parlamentar Al-Iraqiya, apoiado pelos sunitas, decidiu boicotar a Assembleia e o governo.

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