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Autora de tiroteio na Califórnia jurou aliança ao Estado Islâmico em rede social

Autoridades de segurança, porém, não acreditam que o grupo terrorista tenha atuado diretamente no ataque, que deixou 14 mortos em uma clínica de São Bernardino

Por Da Redação - 4 dez 2015, 14h13

A mulher que participou do tiroteio que matou 14 pessoas em San Bernardino, na Califórnia, nesta quarta-feira havia jurado aliança ao Estado Islâmico (EI) em uma postagem no Facebook, segundo afirmaram oficiais americanos à emissora CNN. No entanto, eles disseram que ainda não há evidências de que o grupo terrorista agiu diretamente no ataque realizado por Tashfeen Malik, 27 anos, junto com o seu marido, Syed Rizwan Farook, 28 anos.

“Neste momento, nós acreditamos mais que eles se radicalizaram sozinhos e se inspiraram no grupo do que foram conduzidos a realizar o tiroteio”, afirmou um dos oficiais. A postagem, que teria sido feita pela moça usando um nome falso, era um juramento de lealdade ao líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, e foi removida das redes sociais. Ainda não está claro como as autoridades americanas tiveram acesso ao texto.

Segundo a polícia, Syed Rizwan Farook era funcionário da Inland Regional Center, uma clínica de assistência para pessoas com necessidades especiais. Nesta quarta-feira, ele teria deixado a confraternização de final de ano do local “enfurecido” e, momentos depois, retornado com Tashfeen Malik para iniciar o tiroteio. Ambos foram mortos após o ataque em uma troca de tiros com policiais.

Nos dias anteriores ao crime, o casal tomou várias medidas para apagar suas informações na internet, o que revela um aparente esforço para remover qualquer rastro, segundo as fontes. Por isso, as autoridades americanas acreditam que o ataque foi premeditado. Agora, os investigadores estão examinando computadores e celulares do casal em busca de acessos a sites jihadistas ou contato com grupos terroristas.

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Nesta quinta-feira, a polícia encontrou milhares de cartuchos de fuzil, 12 bombas caseiras e centenas de ferramentas que poderiam ser usadas para construir explosivos na casa dos atiradores. No ataque, o casal vestiu roupas militares e levava um fuzil semiautomático e uma pistola cada um. Ambos fizeram entre 65 e 75 disparos de fuzil e deixaram três artefatos explosivos no local. As bombas estavam em carrinhos de controle remoto, e aparentemente falharam.

Perfil – As primeiras investigações apontam que Farook, americano e mulçumano, havia se radicalizado há pouco tempo e mantinha contato com pessoas investigadas por terrorismo pelo FBI. Já Tashfeen Malik é paquistanesa, morou na Arábia Saudita e chegou em 2014 aos Estados Unidos, onde se casou com Farook.

(Da redação)

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