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Ativistas denunciam ataques químicos em cidades na Síria

Ataques teriam acontecido na periferia de Damasco, e em província central. Muitas pessoas foram atendidas com asfixia e intoxicação

Ativistas sírios denunciaram neste sábado dois ataques que teriam sido realizado com armas químicas pelo regime do ditador Bashar Assad em Harasta, na periferia de Damasco, e em Kafr Zita, na província central de Hama. O Observatório Sírio de Direitos Humanos, entidade civil com sede em Londres, citou fontes médicas do hospital de Kafr Zita, que afirmaram que desde esta sexta chegaram vários casos de asfixia e intoxicação após um bombardeio da aviação do governo.

Segundo as fontes, uma espessa nuvem de fumaça se expandiu pela cidade após o ataque aéreo. A ONG acrescentou que em Harasta várias pessoas também tiveram sintomas de asfixia após outro bombardeio semelhante das forças do regime. Ativistas locais disseram ao Observatório que os soldados do governo empregaram um gás tóxico nesse bombardeio.

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A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), principal aliança política opositora, disse em comunicado que foi usado um gás tóxico com uma alta concentração de pesticidas no ataque de Harasta, e afirmou que ele causou a morte de um número indeterminado de civis. (Continue lendo o texto)

No último dia 9, o presidente da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), Ahmed Üzümcü, anunciou que em “maio ou junho” a Síria poderá ser declarada um país livre de armas químicas, faltando para isso algumas verificações e os últimos envios de material químico para serem destruídos no exterior.

Em setembro o regime sírio aceitou destruir seu arsenal químico após um acordo com Estados Unidos e Rússia que evitou uma intervenção militar americana na Síria após um bombardeio com armas químicas feito em agosto em um subúrbio de Damasco. Washington acusou o regime de Damasco de estar por trás deste ataque, o que foi negado pelas autoridades sírias. Uma missão conjunta da ONU e da OPAQ é responsável por tirar as armas químicas do país para sua destruição no mar.

(Com agência EFE)