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Atiradores matam 15 em pior ataque no sul da Tailândia em anos

Autoridades suspeitam que grupo separatista seja responsável pelo atentado; vítimas eram membros de organização de vigilância comunitária

Por Da Redação - Atualizado em 6 nov 2019, 14h05 - Publicado em 6 nov 2019, 13h38

Um grupo de homens armados invadiu um posto de segurança em um vilarejo na província de Yala, no sul da Tailândia, e matou ao menos 15 pessoas, incluindo um policial, nesta quarta-feira, 6. Segundo as autoridades locais, um grupo separatista da região está provavelmente por trás do ataque.

Este foi o pior atentado isolado em anos em uma região instável, na qual uma insurgência muçulmana já matou milhares de pessoas na luta contra o governo central do país, na maior parte budista.

O grupo usou também usou explosivos na ação e, para fugir, os criminosos espalharam pregos pelas ruas para atrasar quem os perseguisse.

“Isto provavelmente é obra dos insurgentes”, disse o coronel Pramote Prom-in, porta-voz da segurança militar regional. “Este é um dos maiores ataques em tempos recentes.” Ninguém assumiu publicamente a autoria da ação, como é comum em ataques do tipo na região.

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Uma insurgência separatista que atua há décadas nas províncias de maioria étnica malaia muçulmana de Yala, Pattani e Narathiwat já matou quase 7.000 pessoas desde 2004, segundo o Deep South Watch, um grupo que monitora a violência na região.

Muitos dos mortos no posto de segurança eram membros dos Voluntários da Defesa do Vilarejo, uma organização de vigilância comunitária. Acredita-se que os voluntários estavam fornecendo informações à polícia local e aos militares.

“Normalmente, os insurgentes não atacam estes voluntários do vilarejo porque são considerados civis, a menos que eles cruzem a linha e se tornem parte do aparato estatal”, explicou Don Pathan, especialista sobre política regional tailandesa à Reuters.

(Com Reuters)

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