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Ataques contra centro cultural iraniano matam 4 em Beirute

Duplo atentado terrorista foi perpetrado em um reduto do grupo xiita Hezbollah

Por Da Redação - 19 fev 2014, 15h09

Um duplo atentado suicida contra um centro cultural iraniano no sul de Beirute, no Líbano, deixou pelo menos quatro mortos e mais de cem feridos nesta quarta-feira. O atentado foi reivindicado por radicais sunitas das Brigadas Abdallah Azzam, que possuem ligações com os terroristas da Al Qaeda. Segundo os jihadistas, o ataque foi uma resposta à intervenção do Irã e do grupo fundamentalista xiita libanês Hezbollah na guerra civil da Síria. O Irã apoia financeira e militarmente o Hezbollah, que luta ao lado das forças do ditador Bashar Assad.

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O Exército disse que o ataque no subúrbio xiita de Beirute foi realizado por dois terroristas que estavam em carros carregados com explosivos. Pela manhã, um automóvel avançou contra um posto de controle perto do centro cultural. Quase simultaneamente, outro carro também dirigido por um jihadista explodiu a 50 metros de distância. Uma tática similar foi usada em novembro num duplo atentado contra a embaixada do Irã na capital libanesa.

Um juiz que investiga o caso disse que 160 quilos de explosivos foram usados nos atentados desta quarta. As explosões ocorreram a cerca de 20 metros do centro cultural, danificando também um orfanato próximo, que é mantido por uma entidade beneficente sunita.

A guerra civil da vizinha Síria alimenta tensões entre sunitas e xiitas no próprio Líbano. As diferenças entre os dois grupos étnicos no país foram determinantes para que uma onda de ataques terroristas fosse registrada desde 2011.

Síria – Em uma nota divulgada pela agência de notícias Sana, o primeiro-ministro da Síria, Wael al Halqi, afirmou que os países que apoiam, encorajam e financiam o terrorismo são os responsáveis pelo duplo atentado perpetrado em Beirute. Sem citar nominalmente nenhum país, o premiê pediu para que o Conselho de Segurança da ONU adote resoluções para que os governos deixem de amparar jihadistas.

(Com agências Reuters, France-Presse e EFE)

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