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Ataque tribal no Iêmen mata um militar e fere outros 15

Partido opositor Reforma Islâmica, da Irmandade Muçulmana, é responsável

Entenda o caso

  1. • A revolta começou em 27 de janeiro, mas ganhou força em 21 de fevereiro, quando os Jovens da Revolução montaram um acampamento na capital Sanaa, pedindo a queda do regime de Ali Abdallah Saleh, no poder há 33 anos.
  2. • Desde junho, após um ataque dos rebeldes ao palácio presidencial, o ditador está hospitalizado na Arábia Saudita, recuperando-se dos ferimentos causados por uma explosão – ele teve 40% do corpo queimado e passou por oito cirurgias.
  3. • Em 12 de setembro, Saleh delegou ao vice-presidente, Abdo Rabu Mansur Hadi, autoridade para negociar uma transferência pacífica do poder com a oposição, que não se mostrou satisfeita por considerar que suas reivindicações não foram atendidas.

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Um general de brigada das Forças Armadas iemenitas morreu nesta segunda-feira e 15 soldados ficaram feridos em um ataque cometido por combatentes tribais contra um quartel militar próximo a Sanaa, no Iêmen. Segundo fontes das tribos, pelo menos 12 milicianos ligados ao partido opositor Reforma Islâmica, braço político da Irmandade Muçulmana no país, morreram no mesmo incidente.

Na manhã desta segunda-feira, centenas de guerrilheiros tribais atacaram o prédio da administração do quartel militar em Arhab, a 30 quilômetros da capital. Os agressores invadiram as instalações, sede do batalhão número 63 da Guarda Republicana, após uma noite de confrontos violentos que terminaram nesta manhã com o assassinato do general de brigada Ahmed Abdullah al Kalibi, além da captura de 30 homens.

Uma fonte do Exército confirmou a morte do oficial e acrescentou que os combatentes destruíram a sede administrativa do quartel, queimaram nove veículos blindados e roubaram vários carros militares. Além disso, testemunhas informaram que a aviação militar iemenita bombardeou a mesma região nesta manhã. Esses incidentes ocorreram depois da morte de pelo menos duas pessoas no domingo, também por bombardeios da Guarda Republicana contra dirigentes tribais e opositores.

(Com agência EFE)