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Ataque jihadista a hotel em Burkina Faso termina com 27 mortes

Após cerco, forças de segurança libertaram vítimas do primeiro ataque do tipo no país aficano

Pelo menos 27 pessoas morreram em um ataque terrorista contra um hotel de luxo em Burkina Faso. Os terroristas detonaram um carro-bomba e invadiram o hotel Splendid, um dos mais frequentados por estrangeiros e diplomatas, na capital Ouagadogou, onde efetuaram vários disparos e fizeram mais de cem reféns, por volta das 20h de sexta-feira, horário local.

Os terroristas mataram 23 pessoas de 18 nacionalidades diferentes, de acordo com o ministério da defesa do país. Na retomada do hotel, forças de Burkina Faso e tropas francesas mataram quatro jihadistas, três dentro do hotel e outro em fuga. Foram libertados 126 reféns, dezenas dos quais estão hospitalizados.

O ataque foi reivindicado pela Al-Qaeda no Magreb Islâmico, que o atribuiu à célula Al-Murabitun, recém associada à rede terrorista. A mesma facção, liderada pelo argelino Mokhtar Belmokhtar, comandou a tomada de reféns de novembro no hotel Radisson Blu, no Mali, que deixou 20 mortos. Eles são autores também do primeiro atentado contra ocidentais em Bamaco, cometido em março de 2015 em um bar-restaurante que deixou cinco mortos: três malineses, um francês e um belga.

Belmokhtar, um dos chefes jihadistas mais temidos do Sahel, milita em favor de uma grande coalizão com os jihadistas de Níger, Chade e Líbia. Foi dado como morto várias vezes, mas em todos os casos a informação foi desmentida.

O ataque acontece poucos meses após a primeira eleição presidencial em três décadas, realizada em novembro. A nação africana, que foi colônia francesa, foi governada pelo ditador Blaise Compaore durante 27 anos. O país é considerado um importante aliado do ocidente na luta contra a Al Qaeda.

(Da redação)