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As luzes da esperança na Champs-Élysées

A iluminação do Natal na capital francesa foi inaugurada no domingo, 21, na mais celebrada artéria de Paris

Por Alessandro Giannini 27 nov 2021, 08h00

Depois de um ano fechada para todos os tipos de festividade em razão da pandemia de Covid-19, a Champs-Élysées, a mais celebrada artéria de Paris, voltou a brilhar em todo o seu esplendor, num misto de esperança e preocupação. As luzes que iluminarão o Natal na capital francesa foram inauguradas no domingo 21 com a presença da prefeita Anne Hidalgo e outras autoridades, além da madrinha do evento, a cantora pop francesa Clara Luciani. Temporariamente interrompida para carros e ocupada por milhares de pessoas, a avenida que recebeu, em 1709, o nome do mítico paraíso grego despontou iluminada por cerca de 400 árvores que a pontuam, deixando-as com o formato de taças de vinho, numa divertida referência a outra marca consagrada do país. Não se trata de uma iluminação qualquer, mas de lâmpadas sustentáveis ecologicamente, que poderão ser usadas novamente em mais três a cinco temporadas. Até 9 de janeiro de 2022, elas se acenderão a partir das 17 horas até as 2, com exceção dos dias 24 e 31 de dezembro, quando ficarão acesas toda a noite. A esperança vem do fato de que a vida parece ressurgir nas ruas da França e de outros países europeus. Aos poucos, a rotina cotidiana está sendo retomada, com toda a cautela imposta pelo recrudescimento dos casos de infecção pelo novo coronavírus na União Europeia e em suas consequências ruins para a economia do bloco. Resta saber se a iluminação trará sabedoria aos governos para decidirem qual o melhor caminho a seguir.

Publicado em VEJA de 1 de dezembro de 2021, edição nº 2766

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