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Após tomada de Ramadi, premiê iraquiano promete derrotar Estado Islâmico em 2016

Um dia após a tomada de Ramadi, o primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, declarou nesta segunda-feira que no ano que vem suas forças derrotarão o Estado Islâmico. A libertação da cidade a oeste de Bagdá, no domingo, é a primeira grande vitória das forças treinadas pelos Estados Unidos desde o colapso dos militares sob ataque do EI há 18 meses. As forças iraquianas hastearam a bandeira nacional no topo do principal prédio do governo em Ramadi no início do dia, declarando que haviam capturado a cidade tomada pelos combatentes do Estado Islâmico em maio.

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“2016 será o ano da grande vitória final, quando a presença do ‘Daesh’ no Iraque será encerrada”, disse Abadi num discurso transmitido pela TV estatal, usando um termo árabe para Estado Islâmico que o grupo terrorista rejeita. “Estamos chegando para liberar Mosul e isso será o golpe final e fatal contra o Daesh”, acrescentou. Mosul, principal cidade do norte do Iraque, é de longe o maior centro populacional do autodeclarado califado que o Estado Islâmico controla no Iraque e na Síria.

Soldados foram mostrados na TV estatal nesta segunda-feira matando publicamente uma ovelha num ato de celebração. Tiros e explosões podiam ser ouvidos enquanto soldados eram entrevistados festejando a vitória com suas armas no ar. O coronel norte-americano Steve Warren, um porta-voz da coalizão liderada pelos EUA em apoio ao Iraque, disse em comunicado: “A liberação do centro de governo é uma conquista significativa e resultado de muitos meses de trabalho duro.”

Baixas – Ramadi está situada 100 quilômetros a oeste de Bagdá e é a capital de Al-Anbar, a maior província do Iraque, dividindo fronteira com Síria, Jordânia e Arábia Saudita. Uma vitória nesta cidade pode recuperar a imagem do exército iraquiano, que recebeu muitas críticas depois de perder amplas faixas de território para os extremistas em junho de 2014. Embora o governo iraquiano não tenha divulgado um balanço oficial de baixas durante a operação em Ramadi, fontes médicas de Bagdá reportaram centenas de feridos que foram hospitalizados no domingo.

(Com Reuters e AFP)