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Após corpos na rua, Guayaquil distribui caixão de papelão para população

o presidente do Equador Lenín Moreno afirmou que distribuirá cerca de 2 mil urnas fúnebres

Por Redação Atualizado em 6 abr 2020, 10h03 - Publicado em 5 abr 2020, 12h59

Os serviços funerários de Guayaquil, onde se concentram 70% dos casos de Covid-19 no Equador, entraram em colapso. Depois de vídeos e testemunhos viralizarem nas redes sociais sobre corpos esperando dias para serem coletados e muitos sendo armazenados dentro de casa, as autoridades da maior cidade do país vão distribuir cerca de 2 mil caixões de papelão para famílias que precisam enterrar seus entes.

“Queremos oferecer um enterro digno àqueles que morreram durante essa emergência de saúde”, afirmou o presidente do Equador Lenín Moreno. O governante disse ainda que nas próximas semanas até 3.500 pessoas podem morrer na província de Guayas, das quais Guayaquil é a capital.

No sábado, 04, o Ministério da Saúde do Equador informou ter registrado 172 mortes de Covid-19, 122 delas em Guayas. Baixas taxas de teste significam que o número real é quase certamente mais alto. O Equador registrou oficialmente 3.465 casos de coronavírus, o terceiro maior número na América do Sul, depois do Brasil e do Chile.

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O líder da resposta de Guayaquil à crise, Jorge Wated, usou suas redes sociais para anunciar a criação de uma linha direta pelo aplicativo de mensagem Whatsapp para “aqueles que exigem a remoção do falecido de suas casas”, escreveu.

  • O vice-presidente do Equador, Otto Sonnenholzner, pediu desculpas à população, em um pronunciamento televisionado no sábado, pelas imagens que mostram cadáveres jogados em calçadas ou fora de casas.

    “Dou minha palavra de que estou fazendo tudo ao meu alcance para salvar o maior número de vidas possível”, disse Sonnenholzner. “Esta crise não é sobre esquerda ou direita. Rico ou pobre. Este vírus não se importa com religião, raça ou status social. Tudo o que procura fazer é se espalhar. Seu risco de transmissão é algo nunca antes visto pela humanidade”, disse.

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