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Apoiadores de Mursi convocam novo protesto no Egito

Manifestantes querem tentar evitar repressão policial contra acampamentos

Por Da Redação 12 ago 2013, 09h26

Partidários do presidente deposto Mohamed Mursi pediram aos egípcios que tomem as ruas nesta segunda-feira para frustrar qualquer tentativa de repressão policial em dois acampamentos mantidos por manifestantes islâmicos no Cairo há semanas. No mês passado, o governo deu aval para a polícia tomar “todas as medidas necessárias” para acabar com os protestos, considerados uma “ameaça nacional”.

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Entenda o caso

  1. • Na onda das revoltas árabes, egípcios iniciaram, em janeiro de 2011, uma série de protestos exigindo a saída do ditador Hosni Mubarak, há trinta anos no poder. Ele renunciou no dia 11 de fevereiro.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em confronto com as forças de segurança de Mubarak, que foi condenado à prisão perpétua acusado de ordenar os assassinatos.
  3. • Uma Junta Militar assumiu o poder logo após a queda do ditador e até a posse de Mohamed Mursi, eleito em junho de 2012.
  4. • Membro da organização radical islâmica Irmandade Muçulmana, Mursi ampliou os próprios poderes e acelerou a aprovação de uma Constituição de viés autoritário.
  5. • Opositores foram às ruas protestar contra o governo e pedir a renúncia de Mursi, que não conseguiu trazer estabilidade ao país nem resolver a grave crise econômica.
  6. • O Exército derrubou o presidente no dia 3 de julho, e anunciou a formação de um governo de transição.

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As autoridades egípcias disseram que a polícia atuaria de madrugada para desmontar os acampamentos, uma ação que poderia resultar em confrontos sangrentos com aqueles que buscam a restituição de Mursi. No entanto, até o meio-dia (7h de Brasília) a polícia ainda não havia agido.

Um grupo pró-Mursi, que inclui a Irmandade Muçulmana, convocou protestos em todo o país contra os militares, que derrubaram em 3 de julho o primeiro líder eleito democraticamente do Egito, após protestos contra o governo. “A aliança exorta o povo do Egito em todas as províncias a sair em marcha nesta segunda-feira e a se reunir em todos os lugares”, disse o grupo em comunicado.

Acampamentos – Fontes de segurança e uma autoridade do governo disseram que a polícia iria iniciar as ações contra os dois acampamentos no início da segunda-feira para acabar com um impasse que já dura seis semanas, colocando em lados opostos multidões que exigem a reintegração de Mursi e o governo instalado pelo Exército.

Enviados ocidentais e árabes e alguns altos funcionários do governo egípcio têm pressionado o Exército para que evite o uso de força. Apoiadores de Mursi têm fortalecido os acampamentos com sacos de areia e pilhas de rochas, na espera de uma ação das forças de segurança. O governo acusa os manifestantes de usarem crianças como escudo humano, o que eles negam, dizendo que estão morando no local e não têm onde deixar os filhos.

Uma fonte de segurança disse que a ação contra os manifestantes havia sido adiada porque mais pessoas haviam chegado aos acampamentos de protesto após a notícia de que a repressão era iminente.

(Com agência Reuters)

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