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Apesar do coronavírus, Dia Internacional da Mulher reúne multidões

Em alguns países como a França e a Espanha, o Covid-19 foi "personagem" dos protestos

Por Da redação - Atualizado em 8 mar 2020, 19h54 - Publicado em 8 mar 2020, 19h53

A epidemia de Covid-19 que já infectou mais de 100 000 pessoas no mundo todo não impediu que manifestantes fossem às ruas neste Dia Internacional da Mulher para pedir por igualdade. O coronavírus, na verdade, se tornou “personagem” de alguns eventos: na Espanha, que já contabiliza 430 casos e cinco mortes, cerca de 120 000 pessoas se reuniram em Madri com máscaras cirúrgicas para protestar contra o “patriarcavírus”, com cartazes afirmando que esta “doença” é mais letal do que a nova epidemia.

Na França, onde dez pessoas morreram por complicações da doença, ativistas do grupo ultrarradical Femen se reuniram na Place de la Concorde com os seios à mostra, luvas e máscaras de proteção para denunciar “a pandemia patriarcal”. As manifestantes entoaram gritos como: “Quem está lavando os pratos?” e “Estamos fazendo uma revolução”. Na noite de sábado (7), os protestos terminaram com a prisão de nove pessoas e a denúncia por parte de ativistas dos direitos humanos de que a polícia teria agido com truculência.

No Brasil, onde 25 casos foram confirmados, manifestantes caminharam pela Avenida Paulista, em São Paulo, e protestaram contra o governo de Jair Bolsonaro. O estado conta com 16 doentes, dos quais 15 estão na capital. No Rio, que contabiliza três casos até agora, os eventos de 8 de março foram mais tímidos. Na América Latina, destacaram-se as manifestações em Santiago, no Chile, onde mais de 2 milhões de pessoas se reuniram para exigir o fim da violência de gênero, e as passeatas na Cidade do México, capital do país que conta com duas mortes entre os sete casos de coronavírus.

Em nações onde há alta incidência de contaminação, entretanto, as manifestações foram suspensas. Na China, a rede estatal de televisão CCTV destacou o trabalho dos médicos na luta contra o vírus – o epicentro da epidemia e conta com 3 100 óbitos e 80 859 casos confirmados. Na Coreia do Sul, segundo país com o maior número de infectados, vários eventos foram cancelados. “Embora não possamos estar fisicamente juntas, nossa determinação em obter igualdade entre homens e mulheres é mais forte do que nunca”, disse a ministra da Igualdade, Lee Jung-Ok, em vídeo. Na Itália, onde foram tomadas medidas rigorosas de isolamento para conter o surto, o presidente Sergio Mattarella, também divulgou uma mensagem gravada para expressar seu agradecimento “às mulheres, e há muitas que trabalham em hospitais e nas zonas (de quarentena) para combater a propagação do vírus”.

Com informações da AFP

 

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