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Ao menos 3 pessoas morrem em série de explosões em Nairóbi

Nairóbi, 10 mar (EFE).- Ao menos três pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas neste sábado em uma série de explosões ocorridas perto de um terminal de ônibus em Nairóbi, confirmou a polícia do Quênia.

Em declarações concedidas ao canal de televisão queniano ‘Citizen TV’, o porta-voz policial Charles Owino qualificou o episódio de ‘ato covarde e criminoso’ e detalhou que, por enquanto, ’21 pessoas ficaram feridas’ e foram transferidas ao Hospital Nacional Kenyatta.

O atentado, cometido pouco depois das 20h local (14h do horário de Brasília), foi perpetrado aparentemente com granadas em uma área próxima ao centro da capital.

A polícia indicou que quatro explosivos foram jogados de um veículo em movimento na rua Landhies Road, onde se encontra o terminal de ônibus de Machakos, indicou o site do jornal local ‘Daily Nation’.

Os primeiros indícios apontam que uma ou várias granadas foram jogadas dentro da estação de Machakos, declarou uma fonte policial citada pela emissora de rádio ‘Capital FM’.

Soldados das forças de segurança e da Cruz Vermelha, assim como inúmeras ambulâncias, se deslocaram ao local do atentado, que foi isolado.

O ataque é o terceiro que Nairóbi sofre desde que o Exército queniano iniciou em 15 de outubro uma ofensiva na Somália contra a milícia radical islâmica Al Shabab, que ameaçou várias vezes atacar em represália à população do Quênia.

No dia 24 de outubro, uma pessoa morreu e dez ficaram feridas em um ataque com lançamento de granada cometido contra uma movimentada parada de ônibus em Nairóbi, horas após outro ataque similar ter acontecido em um bar próximo, deixando 14 feridos.

Embora por enquanto não haja informações sobre a autoria do atentado deste sábado, ele ocorreu horas depois que a milícia radical islâmica Al Shabab atacou posições das forças etíopes e do Governo Federal de Transição (GFT) somali em Yurkud (sudoeste da Somália), em um confronto que provocou dezenas de mortes.

O Exército queniano acusa a milícia fundamentalista de vários sequestros ocorridos no ano passado em regiões do Quênia próximas à fronteira com a Somália. EFE