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Ao menos 12 pessoas são mortas pelas forças leais ao regime na Síria

Por Da Redação 22 dez 2011, 10h22

Cairo, 22 dez (EFE).- Ao menos 12 pessoas morreram nesta quinta-feira baleadas pelas forças de segurança do regime de Bashar Al Assad em diversas províncias da Síria, onde se espera a chegada do primeiro grupo de observadores da Liga Árabe.

Os opositores Comitês de Coordenação Local informaram que nove pessoas morreram na província central de Homs, duas em Idlib (norte) e uma em Deraa (sul). Essas três províncias são as principais fortificações da oposição ao regime de Assad.

Os Comitês explicaram que as autoridades estão atacando intensamente com armas automáticas, bombas e granadas o bairro de Bab Amro, na cidade de Homs, capital da província de mesmo nome, onde foram identificados quatro ‘mártires’.

Em Idlib, os carros blindados do Exército invadiram o povoado de Jan Shijun, onde foi possível ouvir explosões.

Os soldados também dispararam de forma indiscriminada na localidade de Maarat al-Numaan que fica na mesma província e faz fronteira com a Turquia, onde uma mesquita está cercada e granadas e bombas são lançadas, informaram os Comitês.

De acordo com o grupo opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos, cinco pessoas, entre elas uma criança, foram atingidas por disparos das forças sírias nesse município.

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Estas informações não puderam ser confirmadas oficialmente devido às restrições impostas pelas autoridades sírias aos jornalistas e às organizações internacionais.

O regime de Damasco espera nesta quinta a chegada do primeiro grupo de observadores da Liga Árabe à Síria, depois da assinatura do protocolo para a permissão na segunda-feira no Cairo, após duas semanas de impasse.

A delegação de observadores é liderada pelo assistente da Secretaria-Geral da Liga Árabe, o egípcio Saif al Yazal, e inclui 12 juristas e especialistas em assuntos de segurança.

A agência de notícias oficial ‘Sana’ publicou uma declaração do presidente da Comissão Suprema Eleitoral, Khalaf Azawi, em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira sobre as eleições municipais de 12 de dezembro.

Azawi, que não detalhou os resultados da votação, destacou que as eleições transcorreram em um ambiente de ‘transparência, liberdade e democracia’, apesar das difíceis condições pelas quais passa o país. EFE

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