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Americanos usam alfinetes para mostrar solidariedade às minorias

Movimento inspirado no Brexit se espalhou pelos Estados Unidos após a vitória do republicano Donald Trump

Por Da redação - 14 nov 2016, 21h55

Com a vitória do republicano Donald Trump na eleição americana, muçulmanos, imigrantes, negros e homossexuais sofreram com mensagens de ódio, que assustaram moradores do país. Relatos de ofensas já no primeiro dia após o resultado incentivaram um movimento de apoio discreto nos Estados Unidos: o uso de um alfinete na roupa.

A campanha que se espalhou nas redes sociais foi inspirada na mesma iniciativa no Reino Unido, após a saída do país da União Europeia. Entre os britânicos, o alfinete surgiu como forma de mostrar a grupos vulneráveis, especialmente imigrantes, que poderiam se sentir seguros perto de determinadas pessoas. O objeto foi escolhido pela facilidade e pelo nome em inglês, safety pin, que é traduzido literalmente para “alfinete de segurança”.

O movimento tomou força nos Estados Unidos depois que muçulmanas relataram medo de usarem o hijab, véu que cobre a cabeça, após a vitória de Trump, além de casos de pichações com ofensas a negros, imigrantes e gays. Durante a campanha, o republicano sugeriu banir a entrada de muçulmanos no país, ofendeu imigrantes mexicanos e foi denunciado por casos de abuso contra mulheres.

Na última semana, centenas de americanos publicaram fotos suas com alfinetes nas roupas e se declararam “aliados seguros” de minorias. Cartazes com o desenho de um alfinete também apareceram em protestos contra o presidente-eleito.

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Safety for all. #safetypin #solidarity #lovenothate

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