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Ali Agca, que tentou assassinar João Paulo II, vai tirar férias

Por Da Redação - 14 jan 2010, 16h46

O turco Mehmet Ali Agca, que em maio de 1981 tentou assassinar o papa João Paulo II, pretende sair de férias assim que for libertado na próxima segunda-feira, após passar 30 anos na prisão, afirmou seu advogado nesta quinta-feira, em Ancara.

“Ele ficará por dois dias em um hotel de Ancara e depois vai descansar durante duas semanas em um lugar de veraneio”, informou em um comunicado o advogado Achi Ali Ozhan.

Agca, de 52 anos, talvez diga algumas palavras de agradecimento quando deixar a prisão, mas fora isso, não deverá conceder uma entrevista coletiva à imprensa, por estar negociando com editoras e produtoras de cinema a divulgação de suas memórias.

Segundo Ozhan, Agca também pretende viajar para a Cidade do Vaticano para prestar reverência ao túmulo do papa João Paulo II, falecido em 2005, e se reunir com o papa Bento XVI. Até o momento, não foi estabelecida uma data para a visita ao Estado pontificial.

Agca recebeu mais de 50 ofertas para livros, filmes e documentários e as negociações estão em andamento, disse Ozhan

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Mehmet Ali Agca foi preso na Turquia depois de sua extradição da Itália em 2000 por vários crimes que havia cometido antes de tentar assassinar o papa João Paulo II, em 13 de maio de 1981, na Praça São Pedro, no Vaticano. Na ocasião, o Papa ficou gravemente ferido.

As motivações do ataque e a identidade daqueles que estariam por trás do Agca continuam sendo um mistério.

O papa João Paulo II, que se reuniu com Agca em sua cela, o havia perdoado antes de o turco ser indultado pelo presidente italiano.

Na Turquia, o ex-militante de extrema direita foi condenado pelo assassinato de um conhecido jornalista turco, Abdi Ipekci, e por dois assaltos praticados nos anos setenta.

(Com agência France-Presse)

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