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Alemanha reabre parte do comércio; Merkel demonstra preocupação

Chanceler reclamou de debates sobre o fim da quarentena e demonstrou preocupação com as crescentes violações às normas de distanciamento social

Por Luiz Felipe Castro - Atualizado em 20 abr 2020, 10h07 - Publicado em 20 abr 2020, 10h04

A Alemanha iniciou nesta segunda-feira, 20, uma suspensão parcial das medidas de restrição em meio à pandemia de coronavírus e reabriu parte do comércio. Lojas com menos de 800 metros quadrados, além de concessionárias e livrarias, tiveram suas portas reabertas ao público, que, obrigatoriamente, deve utilizar máscaras faciais ao sair de casa. A chanceler Angela Merkel, no entanto, afirmou pela manhã que está “muito preocupada” com um possível relaxamento da população, apesar dos bons resultados recentes.

Na semana passada, Merkel anunciou seus planos de reabertura gradual do comércio. Pequenos comércios foram autorizados a abrir nesta segunda-feira, enquanto barbearias e colégios devem voltar a funcionar a partir de 4 de maio. Festivais e outros eventos públicos, como campeonatos esportivos, provavelmente ficarão banidos até o final de agosto e estabelecimentos religiosos, bares, restaurantes e hotéis permanecerão fechados por tempo indeterminado. As normas de isolamento social, porém, seguem rígidas: concentrações de mais de duas pessoas continuam proibidas e as pessoas devem usar máscaras e obedecer uma distância mínima de um metro e meio nos locais públicos.

Merkel expressou irritação durante uma reunião por videoconferência com os líderes do partidor conservador CDU. Ela reclamou do que chamou de “orgias de discussões” no país sobre um possível fim da quarentena e demonstrou preocupação com as crescentes violações às normas de distanciamento social, revelaram alguns participantes à agência AFP.

“O que importa agora é a evolução da situação até 30 de abril, data em que expiram as atuais normas de proteção”, declarou Merkel, antes de destacar que provavelmente será necessário aguardar até 8 ou 9 de maio para saber se, além da reabertura progressiva das escolas, será possível suspender outras restrições.

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Na última sexta-feira 17, o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, afirmou que o surto do novo coronavírus está “administrável” ou “sob controle” no país, a maior economia da Europa. Segundo ele, o número de pacientes que se recuperaram foi maior do que a quantidade de novas infecções em todos os dias desta semana.

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“Os números de infecções caíram significativamente, especialmente o aumento relativo do dia a dia”, disse ele. Spahn reforçou que o controle do vírus é resultado das medidas de confinamento impostas rapidamente à população depois que as autoridades identificaram a proliferação dos casos. Segundo dados mais recentes da Universidade Johns Hopkins, a Alemanha tem mais de 145.000 casos registrados e cerca de 4.600 mortes. 

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