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Alemanha prende diplomata britânico suspeito de vender dados para a Rússia

Acontecimento faz parte de uma série de polêmicas envolvendo venda de informações confidenciais para agentes russos na Europa

Por Da Redação Atualizado em 11 ago 2021, 16h32 - Publicado em 11 ago 2021, 16h30

A polícia da Alemanha prendeu nesta quarta-feira (11) um cidadão britânico que trabalhava na embaixada do Reino Unido em Berlim. De acordo com os procuradores, ele é acusado de vender documentos confidenciais para o serviço de inteligência russo. 

De acordo com a acusação, ele será levado a um juiz ainda nesta quarta para determinar se será mantido ou não sob custódia, após ter seu apartamento e escritório revistados. O britânico, identificado apenas como David S, repassou informações sigilosas obtidas por meio de seu trabalho para agentes do governo na Rússia em pelo menos uma oportunidade. 

Segundo o processo, David recebeu uma quantidade de dinheiro não especificada pelos documentos e é provável que ele tenha espionado o país desde novembro de 2020. O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha disse estar acompanhando o caso de perto e que espionagens em território alemão são inadmissíveis.

O homem de 57 anos foi preso na última terça-feira, 10, nos arredores de Berlim em uma operação que contou com investigações das polícias britânica e alemã. Em maio, o Reino Unido estabeleceu planos para reprimir atividades hostis de países estrangeiros, propondo leis que dessem mais autonomia aos serviços de segurança para lidar com as ameaças. 

Chefes de espionagem britânicos acusam a Rússia e a China de tentar roubar dados comerciais e propriedade intelectual, além de interferir na política local. Em 2018, agentes russos foram apontados como os responsáveis pelo ataque a um ex-espião do país no Reino Unido. Por sua vez, Moscou alegou que os países do Ocidente estão alimentando paranoias sobre conspirações inexistentes. 

Nos últimos anos, a Alemanha prendeu uma série de pessoas envolvidas em repasse de dados para o governo da Rússia, porém a captura de cidadãos com nacionalidade de países aliados é uma prática incomum. 

Uma série de países ocidentais estão em discordância com o Kremlin após inúmeros escândalos de espionagem em várias embaixadas espalhadas pela Europa e pelo aumento da quantidade de tropas na fronteira com a Ucrânia.

Em junho, a Itália anunciou a criação de uma agência nacional de segurança cibernética após advertências do primeiro-ministro Mauro Draghi de que a União Europeia precisa se proteger da interferência russa. A mudança de postura aconteceu depois de que um capitão da marinha italiana foi flagrado vendendo documentos confidenciais para um oficial da embaixada da Rússia.

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