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Alemanha participa pela primeira vez de ataque contra EI na Síria

O jornal 'The Washington Post' reporta que o Estado Islâmico está de olho em reservas de petróleo na Líbia em outros campos fora de seu reduto na Síria

Por Da Redação 16 dez 2015, 08h47

A Força Aérea da Alemanha participou nesta quarta-feira pela primeira vez em um ataque coordenado contra posições dos jihadistas do Estado Islâmico (EI) na Síria. A participação alemã se limitou a um avião-tanque Airbus A310, que permaneceu durante cinco horas no ar para possibilitar o reabastecimento, duas vezes, de caças da coalizão internacional que ataca o grupo jihadista.

Fontes do Exército citadas pelos diferentes meios de comunicação alemães não indicaram a nacionalidade dos aviões reabastecidos nem os alvos militares da operação aérea. O Bundestag (câmara baixa alemã) aprovou no início de dezembro uma missão militar alemã na Síria de apoio ao governo francês na luta contra o EI, após os atentados de Paris de 13 de novembro que deixaram 130 mortos. A missão envolve 1.200 soldados, seis caças-bombardeiros tipo Tornado para operações de reconhecimento, dois aviões-tanque e uma fragata, que tem por missão proteger o porta-aviões francês deslocado até a costa da Síria.

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Petróleo – O Estado Islâmico está buscando possíveis ativos de petróleo vulneráveis na Líbia ou outros lugares fora do reduto do grupo na Síria, onde controla cerca de 80% dos campos de petróleo e gás, disse uma autoridade dos Estados Unidos nesta terça. A autoridade, que falou com o jornal The Washington Post sob condição de anonimato, disse que os Estados Unidos estão examinando cuidadosamente quem controlava os campos, oleodutos, rotas de caminhões e outras infraestruturas em locais que podem ser vulneráveis a ataques.

Esses locais incluem a Líbia e a Península do Sinai, acrescentou a autoridade. “Eles estão analisando ativos de petróleo na Líbia e outros lugares. Estaremos preparados”, disse. Os Estados Unidos estimaram que o Estado Islâmico vende até 40 milhões de dólares mensais (mais de 150 milhões de reais) de petróleo no mercado negro, constituindo a principal fonte de financiamento do grupo.

(Da redação)

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