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Alemanha e Holanda também recomendam saída de Bengasi

Países se juntam à Grã-Bretanha no alerta sobre ameaças a cidadãos ocidentais

Por Da Redação 24 jan 2013, 20h28

Depois da Grã-Bretanha, a Alemanha e a Holanda também solicitaram a todos os seus cidadãos que saiam de Bengasi, na Líbia. Segundo o governo britânico, há uma “ameaça específica e iminente contra os ocidentais” na cidade.

As autoridades não entraram em detalhes, mas a Grã-Bretanha vem alertando para uma crescente ameaça terrorista no norte da África, região descrita pelo primeiro-ministro David Cameron como um “ímã para jihadistas”.

Os temores aumentaram depois que um grupo atacou uma usina de gás na Argélia, fazendo dezenas de reféns estrangeiros. O ataque foi uma reação à intervenção francesa contra terroristas islâmicos no Mali.

O ministro alemão de Relações Exteriores, Guido Westerwelle, descreveu a situação em Bengasi como “séria e delicada”. “O alerta foi feito por causa de uma série de informações. Temos nossas razões, mas gostaríamos de não falar em detalhes. A segurança é o mais importante”, disse a jornalistas durante visita a Lisboa.

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Acredita-se que haja poucos ocidentais em Bengasi, berço da revolta contra o ditador Muammar Kadafi que hoje é palco de ataques contra militares, policiais e diplomatas. No dia 11 de setembro do ano passado, um atentado contra o consulado americano na cidade resultou na morte do embaixador Christopher Stevens e de outros três funcionários norte-americanos.

Nesta quarta, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, falou a senadores sobre o atentado contra o consulado e alertou para os riscos do terrorismo islâmico crescente na região. Afirmou ainda que tanto o grupo que realizou o sequestro na Argélia como os terroristas em ação no Mali contam com armas que saíram do arsenal de Kadafi.

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Na semana passada, a Itália havia fechado seu consulado em Bengazi e retirado seus funcionários, depois de um ataque a tiros contra o prédio.

A Líbia está inundada de armas desde a guerra civil, e suas ainda precárias instituições por enquanto se mostram incapazes de dominar as milícias do país.

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Reação – Autoridades da Líbia criticaram os alertas feitos por governos europeus, num momento em que o país tenta atrair investimentos estrangeiros para reconstruir sua infraestrutura e modernizar a indústria petrolífera.

“O embaixador britânico me falou ontem sobre essa decisão, e eu lhe disse para me dar as razões para esse medo, e ele disse ‘nós temos ameaças e tememos por nosso pessoal aqui’. Pedi a ele algo por escrito, e ele ainda não forneceu”, disse o vice-ministro líbio do Interior, Omar al-Khadrawi.

“Eles têm o direito de serem temerosos por sua gente, e é nosso dever proteger a eles e aos nossos cidadãos. As ameaças das quais eles estão falando nós levamos a sério. A decisão britânica deveria ser tomada junto com o governo líbio”, acrescentou. Segundo ele, não há mais do que 20 cidadãos britânicos morando em Bengasi e a maioria trabalha em escolas internacionais.

(Com agência Reuters)

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