Veja Digital - Plano para Democracia: R$ 1,00/mês

A Venezuela em ponto de ebulição

A mais recente passeata arrebanhou os moradores das favelas, dos cortiços e da periferia, um bastião chavista que derreteu

Por Thais Navarro Atualizado em 6 jan 2020, 15h21 - Publicado em 15 fev 2019, 07h00

“Maduro, entenda: a Venezuela não quer você.” A faixa, uma das muitas erguidas sobre o mar de gente que tomou conta de Caracas e outras cidades do país na terça 12, expressava o sentimento da maior parte da população em relação a Nicolás Maduro, o presidente no Palácio de Miraflores — e, por tabela, seu crescente apoio a Juan Guaidó, o autoproclamado presidente interino, aplaudido nas ruas lotadas de manifestantes. A mais recente passeata arrebanhou, mais do que nas anteriores, os moradores das favelas, dos cortiços e da periferia, um bastião chavista que derreteu sob as agruras da desesperança. Maduro continua a resistir, amparado nos colectivos — grupos de civis armados que ensaiaram uma contramanifestação na mesma terça, com muito menos participantes — e nas Forças Armadas. Na última semana, entre invectivas contra o imperialismo do “supremacista branco” Donald Trump, o ditador deu início ao que qualificou de “as maiores manobras militares da história da Venezuela”. O apoio militar será posto à prova quando estiverem prontos para entrar no país os comboios de ajuda humanitária que Guiadó está reunindo em três pontos da fronteira. Maduro não admite a passagem. “Não precisamos implorar nada a ninguém”, disse. A população, carente de comida e de remédios, aguarda o acesso às doações, vindas dos EUA. Caberá aos oficiais decidir se obedecem ao chefe ou se cedem ao anseio popular. Guaidó anunciou a data da primeira entrega: 23 de fevereiro.

Publicado em VEJA de 20 de fevereiro de 2019, edição nº 2622

Envie sua mensagem para a seção de cartas de VEJA
Qual a sua opinião sobre o tema desta reportagem? Se deseja ter seu comentário publicado na edição semanal de VEJA, escreva para veja@abril.com.br
Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Plano para Democracia

- R$ 1 por mês.

- Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

- Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

- Válido até 31/10/2022, sem renovação.

3 meses por R$ 3,00
( Pagamento Único )

Digital Completo



Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)