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‘A soberania das Falklands não é negociável’, diz Cameron

Primeiro-ministro britânico lembra Obama de que Grã-Bretanha jamais aceitará negociações sobre a soberania do arquipélago, como sugeriu Washington

Por Da Redação 15 jun 2011, 13h56

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, avisa: a soberania das ilhas Malvinas não é negociável. O recado foi dado nesta quarta-feira, um dia após o aniversário de 29 anos da rendição argentina na guerra que travou com a Grã-Bretanha pelo arquipélago. Foi um recado à comunidade internacional e principalmente aos Estados Unidos, que pediram um diálogo entre Londres e Buenos Aires. “Enquanto as ilhas Falklands (denominação britânica das Malvinas) quiserem ser território soberano britânico, devem continuar sendo território soberano britânico. Ponto. Fim de história”, afirmou Cameron durante a sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro na Câmara dos Comuns. A declaração é uma resposta à pergunta de um deputado de seu partido, Andrew Rosindell. O parlamentar pediu que, na próxima vez que o presidente americano Barack Obama visitar a Grã-Bretanha, ele seja lembrado de que o governo britânico jamais aceitará negociações sobre a soberania do arquipélago. Estados Unidos – Em maio, Obama fez uma visita histórica a Londres, a terceira de um presidente americano em 100 anos. Na ocasião, ele fez um discurso contundente sobre a importância da relação entre os dois países, sobre as revoltas no mundo árabe e ainda sobre o crescimento econômico de países emergentes. Na última semana, a Organização dos Estados Americanos (OEA), da qual fazem parte os EUA, pediu que a Argentina e a Grã-Bretanha encontrem uma solução para as Malvinas “o quanto antes”. Anteriormente, a administração de Obama já havia deixado claro que iria defender as negociações pelo arquipélago. “As duas nações devem conversar e resolver os assuntos pendentes entre si”, disse a secretária de estado americana Hillary Clinton em uma coletiva de imprensa em Buenos Aires, em março de 2010. Histórico – A Argentina, que reclama a soberania das Malvinas, em poder dos britânicos desde 1833, invadiu o arquipélago em 2 de abril de 1982. No dia 14 de junho daquele ano, a Argentina se rendeu após um conflito no qual morreram 649 argentinos e 255 britânicos. Desde então, o país europeu controla o arquipélago – mas os argentinos seguem convictos de que têm o direito sobre as terras. Defesa – Na terça-feira, Sandy Woodward, a comandante da frota naval de Londres que retomou o arquipélago em 1982, disse que os cortes orçamentários das Forças Armadas britânicas dificultam a defesa das ilhas Malvinas de um possível ataque argentino. “Com as coisas como estão, teremos sérias dificuldades para defender o que quer que esteja além do Canal da Mancha”, afirmou em um artigo publicado nesta terça-feira no jornal Daily Mail. (Com agência France-Presse)

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