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Zanetti bate continência, mas técnico critica militares

Segundo Marcos Goto, Forças Armadas não investem na base. "Apoiar atleta de alto nível é muito fácil, quero ver apoiar a criança até chegar lá"

Medalhista de prata nas argolas, o ginasta brasileiro Arthur Zanetti bateu continência no momento em que a bandeira brasileira foi hasteada em frente ao pódio nesta segunda-feira. O atleta de 26 anos é terceiro- sargento da Aeronáutica desde o ano passado e seguiu o protocolo dos atletas militares, como fizeram os judocas Rafael Silva e o ginasta Arthur Nory, entre outros medalhistas. O gesto, porém, não impediu que seu treinador, Marcos Goto, criticasse abertamente o programa das Forças Armadas, que apoia 145 dos 465 integrantes do Time Brasil.

“Eles não treinam lá, são apenas contratados por eles. Quem dá treino para os atletas sou eu, não os militares”, alfinetou Goto. Os atletas militares recebem salário das Forças Armadas, mas costumam treinar na maior parte do tempo em seus clubes, embora tenham a possibilidade de usar instalações das Forças. Os atletas recebem uma formação acelerada e entram diretamente com patente de terceiro-sargento.

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“Não sei qual é o salário que pagam para ele, mas eu gostaria de ver militares investindo na base. Se fizessem isso, eu tiraria o chapéu. Apoiar atleta de alto nível é muito fácil, quero ver apoiar a criança até chegar lá”, criticou Goto. Das oito medalhas ganhas até agora pelo Brasil, apenas a prata de Diego Hypólito, outro pupilo de Goto, no solo, não foi conquistada por um membro das Forças Armadas.

O projeto Programa Atletas de Alto Rendimento (Paar) foi criado em 2008, inicialmente com objetivo de reforçar a delegação que disputou três anos depois os Jogos Militares, também no Rio de Janeiro. “No dia em que os militares fizerem escolinha, e começarem a apoiar a iniciação esportiva, os treinadores – porque nosso país não tem treinador –, aí eu tiro o chapéu. Por enquanto não”, completou o treinador do ginasta campeão olímpico em Londres.

Atletas do Exército foram responsáveis por cinco das dezessete medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e por 67 das 141 medalhas no Pan de Toronto, em 2015. No Canadá, muitos se surpreenderam com brasileiros prestando continência no pódio na hora do hino, cena que se repetiu algumas vezes nos Jogos do Rio. “Sempre vai ter polêmica. Se prestar continência, vai gerar polêmica, se não prestar vai gerar também”, disse Goto.

 

Comentários

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  1. Sâmara Melina

    É “Prestar continência” e não ” bater”

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  2. VERDE e AMARELO

    COMUNISTAS ODEIAM PATRIOTISMO, POIS ESSA ÉTICA OS IMPEDE DE MANIPULAR PESSOAS CONTRA SUA PRÓPRIA PÁTRIA.

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  3. Flavios Nunes

    Alguém avise ao rapaz que o serviço militar no Brasil começa aos 18, e não aos 8 anos de idade. Mesmo assim os colégios militares são excelentes no ensino de esportes aos seus alunos.

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  4. Samir Samon Samon

    Os coxinhas já gostam de defender os mélicos, pm, exercito uns bando de arrombados.

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  5. laércio saretta

    E se houvesse ajuda desde a infância, um bobalhão desses poderia alegar que… “sim,mas tem que estar junto as famílias e isso quem faz sou EU”.Vai catar coquinho mané!

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  6. Iara Aganetti

    Deve ser Ptista frustrado, com síndrome de perseguição, para este sujeito 64 não passou. Quem vive de passado é o capeta e professor de História. Ele quer crianças no exercito , marinha e aeronáutica, é inacreditável. Como disse o Rei Juan Carlos da Espanha: Cala-te

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  7. Esse Marcos Goto é contra militar atleta, mas é a favor de militante atleta do PT comunista. Que apoio o PT deu aos atletas das Olimpíadas, só fizeram roubar no superfaturamento das obras faraônicas, que vão virar escombros após o evento, por falta de manutenção. Esse técnico é um fdp petista.

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  8. Carlos Gomes

    As Forças Armadas não tem a função de formar atletas. Alguem avisa aí ao desavisado.

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  9. Joel Carvalho

    Técnico mais imbecil, já se vê! Em um país como o nosso, onde quase ninguém quer patrocinar seus atletas, mesmo de alto nível, o sujeito ainda vem jogar pedra nas Forças Armadas? Em que mundo você está, seu autista social?

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