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UFC: no auge da popularidade, o MMA perde suas lendas

Eles promoveram a modalidade e foram os primeiros ídolos internacionais das lutas. Mas estão se despedindo bem na hora em que o esporte virou uma febre

Por Da Redação - 29 jun 2012, 09h08

Os pioneiros do esporte, que eram os grandes campeões quando a modalidade ainda tinha péssima imagem e poucos fãs, tentam seguir lutando – mas a idade é cruel com os atletas de MMA

O UFC começou em 1993, nos Estados Unidos, como um torneio para descobrir qual tipo de luta era a mais eficiente. Levou algum tempo para que virasse fenômeno, originando uma modalidade diferente: as artes marciais mistas, o MMA. Com o crescimento desse novo esporte, outras ligas foram criadas, como o Pride e o Strikeforce. O começo dos anos 2000 marcou uma transformação no MMA, com regras unificadas e torneios legalizados em lugares que antes consideravam a modalidade uma aberração. Passados quase vinte anos, o UFC é uma febre internacional e o esporte já é muito mais aceito – tem fãs de todas as idades e classes sociais. Mas justamente agora, quando chegou o momento de colher os frutos por tantos anos de trabalho por seu reconhecimento, alguns dos grandes desbravadores do MMA estão saindo de cena. Já veteranos, as lendas desse jovem esporte – como Fedor Emelianenko, Rodrigo Minotauro e Tito Ortiz – dão lugar aos novos ídolos, como Jon Jones e Júnior Cigano. Alguns já estão aposentados. Outros viraram técnicos ou até executivos desses eventos. Por fim, há os pioneiros que insistem em continuar no octógono – e lutam não só contra seus oponentes, mas também contra a própria idade.

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Os astros veteranos do MMA conseguiram sua parcela de dinheiro e fama. Nos últimos anos, contudo, o UFC estendeu sua popularidade pelo mundo, realizando lutas na Europa, no mundo árabe e no Brasil, para onde voltou depois de 13 anos, em 2011. Os lutadores do torneio passaram a ser tratados como estrelas não só nas publicações e programas especializados em lutas. No Brasil, o campeão Anderson Silva passou de quase anônimo a ídolo nacional – está constantemente em propagandas e virou inspiração até para as crianças. Resultado: a nova geração de estrelas do MMA lucra muito mais e tem reconhecimento muito maior. Os mais antigos, que eram os grandes campeões quando o esporte ainda tinha péssima imagem, tentam seguir lutando, mas a idade é cruel com os atletas de MMA. As lesões ficam mais frequentes e o ritmo de luta não é o mesmo – a experiência ajuda, mas fica complicado competir contra um adversário quase dez anos mais novo. Por causa disso, as chances de luta vão ficando cada vez mais escassas. No fim de semana que vem, enquanto o mundo todo aguarda pela revanche entre Anderson Silva e Chael Sonnen, o UFC 148 apresentará a provável despedida de um desses lutadores que marcaram época – e ele se juntará ao contingente cada vez maior de aposentados das artes marciais mistas (confira no quadro abaixo).

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