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Tite justifica saída de Willian por ‘momento técnico’

Por Fábio Hecico

São Paulo – O atacante Willian ganhou a vaga de Liedson na primeira partida contra o Emelec, permaneceu na equipe na volta, mas retornará ao banco diante do Vasco, nesta quarta-feira, em São Januário, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores. Pelo menos foi esta a escalação utilizada por Tite no treino desta segunda.

Jorge Henrique voltou de suspensão e foi titular na atividade ao lado de Emerson, com Alex e Danilo formando a dupla de meias. “Contamos com o Jorge Henrique retornando e estamos aproveitando o melhor momento técnico. O Jorge saiu por cartão, o Alex entrou bem, e o Danilo e o Emerson permaneceram bem”, comentou o treinador.

Tite ainda garantiu que o fato de atuar com dois meias não mudará o comportamento do setor ofensivo e que todos os jogadores seguirão dando combate e ajudando a defesa. “O Alex, o Emerson, o Danilo, todos têm de marcar. Assim como os do meio, para que possam receber bem a bola. Esta função com e sem a bola já está determinada há mais de um ano”, declarou.

A outra mudança na equipe em relação à que venceu o Emelec por 3 a 0, na última quarta-feira, acontecerá por necessidade. Edenilson, com uma fratura no pé esquerdo, dará lugar a Alessandro, que havia perdido a titularidade para o volante justamente por lesão. Assim, o técnico Tite não descartou a possibilidade de o experiente lateral reconquistar a vaga. “o Edenilson só entrou porque um se machucou, e agora o Alessandro volta porque o outro se machucou. Moral da história: se prepare”, disse.

Independentemente da escalação, o treinador sabe que o Corinthians não encontrará facilidade diante do Vasco. Entre os obstáculos, a equipe terá que vencer a hostilidade da torcida adversária. Tite admitiu que já espera por isso, mas acredita que será diferente da partida diante do Emelec, em Guayaquil, quando se sentiu desrespeitado.

“Não será como em Guayaquil. Claro que ninguém vai te dar massagem, mas vai ter o limite do respeito, e não fomos respeitados no Equador. Falo isso bem à vontade. Um pouco de malandragem não vai dar em nada. Aqui sabemos que vamos encontrar rivalidade, o apoio do torcedor, chegar ao campo com eles balançando nosso ônibus”, apontou.