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Terry é destituído como capitão da seleção inglesa

Por Da Redação 3 fev 2012, 13h44

(atualiza com o comunicado da federação)

Londres, 3 fev (EFE).- O zagueiro do Chelsea, John Terry, que enfrentará um julgamento em julho por conduta racista, foi destituído como capitão da seleção da Inglaterra, segundo confirmou nesta sexta-feira a Federação Inglesa de Futebol (FA).

Em comunicado, a entidade indicou que Terry ‘não voltará a capitanear a equipe até que as acusações sejam resolvidas’.

Depois de se reunir com seus membros na quinta, o presidente da federação, David Bernstein, comunicou a decisão nesta sexta ao técnico da seleção, Fabio Capello, que, segundo a nota, não participou das deliberações.

A FA considerou que ‘é do interesse de todas as partes que Terry seja destituído das responsabilidades de capitão’.

A decisão foi tomada levando em conta ‘o perfil de destaque do capitão da Inglaterra, tanto dentro como fora de campo, e as exigências e requerimentos adicionais que recaem sobre um capitão antes e durante os campeonatos’, segundo o comunicado.

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Por outro lado, a federação esclareceu que o zagueiro e capitão do Chelsea não foi excluído da seleção e Capello poderá escalá-lo para a partida contra a Holanda em 29 de fevereiro, além dos jogos da Eurocopa.

Terry poderá disputar a Eurocopa porque seu julgamento foi fixado para 9 de julho a pedido da direção do Chelsea, que convenceu o tribunal a adiar o processo até acabarem as competições nacionais e internacionais da temporada.

O atleta, de 31 anos, se declarou inocente das acusações de racismo que pesam contra ele por supostamente insultar Anton Ferdinand, do Queen Park Rangers, durante uma partida da Premier League em 23 de outubro.

A Promotoria britânica apresentou em dezembro acusações contra o jogador do clube londrino por um ‘delito de alteração da ordem pública com agravante racial’, com base em um vídeo no qual se vê Terry dirigindo-se a seu compatriota em termos supostamente racistas.

Até o momento, Capello vinha defendendo a inocência de Terry e apostando em que manteria seu posto de capitão até que a Justiça demonstrasse o contrário, mas a federação decidiu agir antes do final do processo.

Em fevereiro de 2010 o zagueiro já tinha perdido pela primeira vez seu posto como capitão da seleção nacional, ao revelar a imprensa que tinha uma relação com a ex-namorada de um companheiro da equipe, e recuperou o cargo 13 meses depois, quando Capello afirmou que ‘um ano de castigo era suficiente’. EFE

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