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Tarallo admite fragilidade do Chile, mas vê estreia proveitosa

Por Da Redação - 2 jun 2012, 00h17

Promovido das categorias de base, o técnico Luiz Cláudio Tarallo comandou a Seleção principal pela primeira vez na noite desta sexta-feira, em Osasco-SP. Após a vitória por 101 a 31 sobre o Chile, ele reconheceu a inferioridade do adversário, mas ainda assim considerou a partida útil na preparação para os Jogos Olímpicos de Londres-2012.

‘Para essa fase inicial de trabalho, foi produtivo. Não poderíamos basear toda a nossa preparação contra equipes desse porte, mas temos outros amistoso marcados contra adversários mais próximos da realidade olímpica. Eu gostei e acho que estamos no caminho certo. Com a sequência de jogos, nosso time vai crescer ainda mais’, declarou.

Tarallo esperava testar suas jogadoras no Campeonato Sul-americano-2012, mas o torneio foi adiado pela Associação de Basquete Sul-americano (Abasu), presidida por Gerasime ‘Grego’ Bozikis, em um episódio que causou desconforto entre o dirigente e a atual gestão da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), encabeçada por Carlos Nunes.

Sem o Sul-americano, a CBB chegou a convidar seleções de maior porte para realizar amistosos neste período da preparação, mas o Chile foi o único que aceitou. Até o início das Olimpíadas, no entanto, o time de Tarallo enfrentará adversários de alto nível, como a Austrália.

‘Ainda estamos com 18 jogadoras (apenas 12 serão inscritas nas Olimpíadas). É um número grande e vamos iniciar os cortes em breve, mas é importante dar a chance de todas as atletas jogarem para podermos observá-las. Tem algumas jogadoras novas que estão mais próximas do projeto de 2016, mas também precisamos dar chance a elas’, explicou.

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Um sorteio realizado no Rio de Janeiro no final de abril colocou o Brasil no Grupo A em Londres ao lado de Austrália, medalha de Prata em Pequim-2008, Rússia, bronze na China e atual campeã europeia, e Grã-Bretanha, o time da casa, além de mais duas seleções vindas do Pré-olímpico mundial.

Diante do inexpressivo Chile, o Brasil sofreu no primeiro quarto e chegou a perder a primeira parcial por 17 a 16. A partir da segunda parcial, no entanto, o time tomou o controle da partida e construiu uma vantagem confortável sem correr riscos. Assim, Tarallo pôde fazer testes.

‘Tive a chance de analisar o sistema de jogo que estamos tentando implantar. Pudemos jogar com duas ou três pivôs, com uma ou duas armadoras e armar situações ofensivas para fazer um contra-golpe mais veloz. Na defesa, embora o Chile seja frágil, o nosso sistema rotativo correspondeu. O começo foi tenso, mas depois o time se soltou’, analisou.

A experiente Karla, 33 anos, foi um dos destaques ao anotar 14 pontos com direito a quatro cestas da zona morta. Superada apenas por Sílvia e Iziane no quesito pontuação, a atleta que briga por uma vaga nos Jogos Olímpicos ganhou elogios do comandante.

‘A Karla realmente foi muito bem. Ela tem essa bola de três que é muito forte, mas também está nos ajudando de outras formas, passando pela armação em alguns momentos e também contribuindo com a defesa. Precisamos mesclar as jovens com as experientes e a Karla ajuda muito as mais novas’, disse Tarallo.

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