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Suspensos por doping em escândalo da Rede Atletismo estão liberados

Por Da Redação - 27 Jul 2011, 12h35

Os cinco competidores que participaram do maior caso de doping coletivo do atletismo brasileiro estão liberados para competir. Após cumprir dois anos de suspensão, o grupo que representava a extinta Rede Atletismo já realizou os exames necessários para voltar a participar de provas oficiais.

Josiane Tito (revezamento 4x400m), Lucimara Silvestre (heptatlo), Bruno Lins (200m e revezamento 4x100m) e Luciana França (400m com barreiras) foram liberados no final de junho. Nesta terça-feira, Jorge Célio Sena (200m e revezamento 4x100m) também ganhou autorização para voltar a competir. A informação foi confirmada à GE.Net pela assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Atletismo (Cbat).

De acordo com Thomaz Mattos de Paiva, presidente da Agência Nacional Antidoping da Cbat, o grupo precisou passar por três exames para ganhar o direito de retomar a carreira. Na primeira competição oficial em que participarem, os atletas têm que realizar um novo controle.

O grupo era treinado por Jayme Netto Júnior e Inaldo Sena. No site da Cbat, ambos constam como banidos do atletismo. Em contato com a reportagem, Thomaz Mattos de Paiva informou que a situação dos dois técnicos ainda será discutida na Corte Arbitral do Esporte.

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Os competidores foram flagrados em um teste surpresa realizado em Presidente Prudente no dia 15 de junho de 2009. O técnico Jayme Netto Júnior assumiu a responsabilidade pelo esquema de dopagem, mas acusou o fisiologista Pedro Balikian de ministrar eritropoietina (EPO) aos atletas.

O treinador era apontado como referência no atletismo, especialmente no revezamento 4x100m. Ele participou da conquista de duas medalhas olímpicas (bronze em Atlanta-1996 e prata em Sidney-2000), três títulos pan-americanos (Winnipeg-1999, Santo Domingo-2003 e Rio de Janeiro-2007) e um vice mundial (Paris-2003).

O escândalo foi divulgado pela Cbat no começo de agosto de 2009. Na época, os cinco atletas já estavam treinando na Alemanha para o Mundial de Berlim e voltaram ao Brasil repentinamente, assim como os treinadores Jayme Netto Júnior e Inaldo Sena.

A recém-criada Rede Atletismo investiu pesado para tentar rivalizar com a BM&F e chegou a contratar estrelas como a saltadora Maurren Maggi, ouro em Pequim-2008. O escândalo de doping coletivo, no entanto, acarretou no encerramento das atividades da equipe, que teve alguns de seus competidores absorvidos pelo Pinheiros.

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