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Sem plano B, Timão impõe teto salarial a Tite e aguarda resposta

Ao tornar pública a insatisfação com a pedida salarial de Tite para renovar, o presidente Andrés Sanchez iniciou uma pressão diretamente sobre o empresário do treinador, Gilmar Veloz. Nesta quarta-feira, o diretor de futebol Roberto de Andrade, responsável por conduzir as negociações, avisou que o Corinthians atingiu seu limite na oferta, embora não pense em outro nome.

‘Temos um teto e não vamos passar dele, seja com Tite ou com qualquer outro. Isso está bem claro’, apontou o dirigente à rádio Estadão/ESPN. ‘Entendemos que ele merece a valorização e a fizemos, mas dentro do nosso teto. Nem adianta falar em valores maiores, não pagaremos um salário fora da realidade’, continuou.

Menos duro do que Andrés, que acusou Veloz de ‘pensar que está no Catar’ e reiterou que não pagará salários de R$ 800 mil, Andrade tenta demonstrar otimismo ao negar a existência de um plano B para o caso de não haver acordo com o comandante campeão brasileiro.

‘É muito cedo, até porque o Tite tem contrato até o final de dezembro. Estamos acertando a renovação e aguardamos a decisão dele através do contato do Gilmar’, falou, dando a entender, porém, que não haverá mais conversa, apenas resposta por parte do empresário. ‘Quem resolve se aceita ou não é o treinador, não mais o Corinthians. Nossa posição está bem clara e definida.’

Para o diretor de futebol, apesar das reclamações em relação à postura de Gilmar Veloz, o técnico também deve ser responsabilizado pelas dificuldades nas negociações. ‘Se alguém coloca um intermediário, entendo que ele fala em nome da pessoa. Então, falando com o Gilmar, falo com o Tite.’

A intenção é que Tite, nesta semana em viagem com a família para curtir as férias, tenha sua situação definida até sexta-feira. Mas ainda não há um ultimato em relação a prazo. ‘Não tem como colocar a faca no pescoço de ninguém. Vamos tomar uma atitude na hora em que ele responder’, falou Andrade.