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Saída de Maradona repercute até no governo argentino

A demissão de Diego Maradona do cargo de técnico da seleção argentina – e, principalmente, suas declarações polêmicas ao saber da notícia – são o assunto desta quinta-feira no país. Até mesmo na Casa Rosada, sede da Presidência, a saída de Pibe repercutiu. A presidente falou sobre o assunto e disse que Maradona “sempre defendeu as cores argentinas”. Para ela, “todos temos coisas boas e ruins, mas o importante é fazermos o melhor para representarmos as cores do nosso país.”

Maradona não poupou críticas aos dirigentes da Associação do Futebol Argentino (AFA) ao ser notificado de sua demissão. Pibe disse que o presidente da instituição, Julio Grondona, mentiu para ele e acusou Carlos Bilardo, diretor de seleções da AFA. As declarações do agora ex-técnico irritaram Grondona. “Eu não menti para Maradona, apenas expliquei que as condições para ele continuar como técnico não eram as mesmas”, disse o presidente da associação nesta quinta.

Segundo Grondona, os dirigentes estavam dispostos a mudar alguns integrantes da comissão, mas queriam continuar com El Pibe: “A única coisa que se pedia era fazer algumas mudanças, não demitir Maradona. As portas estão abertas para todos, mas não para aqueles que têm a arrogância de querer comandar sozinho.”

Já Bilardo disse que sempre defendeu Dieguito: “Dizem que eu dependia de Maradona na Copa de 1986. Por favor! Ele dependia de mim e de um grupo de jogadores.” Bilardo foi além, e ameaçou contar histórias secretas do ex-treinador. “Vou contar tudo e vou bancar as consequências: que me chamem de marica ou digam que saí com 20.000 mulheres”, disse o dirigente.