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Primeiro técnico aconselha Chicão e aprova castigo do Corinthians

Por Da Redação 12 out 2011, 07h34

Jorge Ferreira da Fonseca, o Jorginho, fala com propriedade sobre os problemas de Chicão no Corinthians. Orgulhoso por ter estimulado o zagueiro a se profissionalizar no Mogi Mirim, há quase duas décadas, o treinador do modesto América de Estiva Gerbi acompanhou atentamente toda a carreira do seu pupilo – desde o período de dificuldades financeiras no interior paulista à fama na capital.

O estrelato de Chicão no Corinthians sofreu um abalo recentemente. O antigo capitão foi sacado da equipe titular do técnico Tite no último clássico contra o São Paulo e, ao saber da decisão, pediu dispensa da partida quando já estava na concentração. A partir de então, o castigo: ele só voltou a ser relacionado para um jogo nesta semana, contra o Botafogo, no Pacaembu.

Estiva Gerbi é um pequeno município da microrregião de Mogi Mirim – com pouco mais de 10.000 habitantes, a cidade emancipou-se de Mogi Guaçu (onde Chicão nasceu) apenas em 30 de dezembro de 1991. Foi lá que Jorginho orientou o princípio de carreira do atleta corintiano. ‘Naquela época, ele nem era chamado de Chicão. Era Fião, por ser um bom filho’, contou o técnico.

Com o apelido de Fião, Chicão chamou a atenção como meia-atacante do América. Não marcava muitos gols de falta (sua especialidade atualmente), porém tinha uma boa mira para os chutes de longa distância. O sucesso na equipe de Estiva Gerbi foi tamanho que Jorginho decidiu levar o garoto promissor para uma série de testes no Mogi Mirim. ‘Quando a peneira terminou, entrei em campo para falar com os treinadores do Mogi sobre o Chicão, pedindo para ele ficar no clube. E assim foi feito.’No Mogi Mirim, o futuro jogador do Corinthians mudou de apelido e de posição. Fião passou a ser conhecido como Chicão, uma homenagem ao ex-zagueiro da Seleção Brasileira, do São Paulo e do próprio clube do interior paulista. Sob o comando de Adilson Batista (com quem voltaria a trabalhar, já no Parque São Jorge), foi recuado para volante e, depois, para a zaga.

Além de Adilson, Chicão ainda reencontrou Jorginho. Quando o seu contrato com o Mogi Mirim terminou, o zagueiro passou a treinar novamente no América de Estiva Gerbi, à espera de uma proposta para defender outro clube. ‘Ele ficou nove meses parado, sem acertar com ninguém. A situação financeira não era muito boa em uma época, e eu tentava apoiar, dando carona, conversando’, disse o treinador. ‘O Chicão nem era de falar muito, sempre foi tímido, sem perguntar nada no vestiário. Ele pensou em desistir do futebol, mas foi firme para alcançar seu objetivo.’

De qualquer forma, Jorginho não recusa conselhos para o defensor que revelou superar o mau momento. ‘O André era o verdadeiro zagueiro do meu time, mais raçudo e agressivo do que o irmão. Mas o Chicão, embora tivesse mais classe, conseguiu se dar bem nessa posição. Só não pode continuar fazendo o primeiro combate na marcação, pois não tem recuperação para isso. Com um volante mais preso à frente, ele sabe sair jogando e funciona melhor’, analisou, confiante na recuperação do ‘Fião’.

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