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Panelas, cerveja e antiprofissionalismo fazem Cavalo deixar o Vila Nova

A terça-feira foi o primeiro de muitos dias decisivos para o time do Vila Nova, que foi rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro de 2012. Dessa vez, o técnico Roberto Cavalo criticou a falta de profissionalismo do elenco do Vila Nova, contou uma série de histórias comprometedoras a respeito do interesse dos atletas pelo time e finalmente anunciou que está deixando o Colorado.

Entre os problemas enumerados estão a vaidade e as ‘panelinhas’. Isso porque alguns jogadores se recusavam a dividir quarto na concentração, alegando que tinham um relacionamento mais aberto com outros. Além disso, Cavalo contou a respeito do dia em que estava preparando o grupo para uma partida no CT Marconi Perillo e, enquanto isso, no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, os não-relacionados jogavam futevôlei e bebiam cerveja.

Cavalo assumiu a equipe no início de outubro para tentar salvá-la do rebaixamento. O problema é que as seis derrotas e os três empates em apenas nove partidas – aproveitamento pouco superior a 10% – impediram o Colorado de reagir na competição.

A culpa do péssimo rendimento do Vila Nova no Brasileirão, de acordo com o ex-técnico, é dos jogadores, que não foram suficientemente profissionais, interessados ou comprometidos com o projeto da equipe, que era apenas se manter na Segunda Divisão.

‘Houve situações de brigas que não podem acontecer em um elenco de futebol. Faltou muito profissionalismo por parte de alguns atletas, porque quem está em um clube como o Vila precisa ser muito profissional, pois se trata de um clube com potencial. Cada um tem a hora de fazer a sua festa, tomar a sua cerveja, mas tem hora que não deve, tem que ter cuidado. Esse profissionalismo, esse interesse em dar certo não aconteceu’, disparou Roberto Cavalo, indignado com o grupo de jogadores do Colorado.

O desinteresse, no entanto, não é uma exclusividade do elenco. A diretoria do clube também foi responsabilizada pelo ex-técnico do Vila Nova pela saída: ‘Não saio frustrado, mas saio bastante triste. Uma queda é doída, mas eu fiquei à disposição para conversar e até renovar o contrato. Ninguém conversou comigo, então estou saindo’.