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Operário da Tóquio-2020 se matou por ‘excesso de trabalho’

Pais de jovem de 23 anos afirmaram ao governo japonês que o filho trabalhou 200 horas extras um mês antes de sua morte

Por Da redação Atualizado em 21 jul 2017, 16h03 - Publicado em 20 jul 2017, 18h28

Os pais de um funcionário que trabalhava no Estádio Olímpico do Japão e se suicidou solicitaram ao governo que reconheça o caso como “morte por excesso de trabalho”. De acordo com a imprensa local, os familiares informaram que ele chegou a trabalhar 200 horas extras um mês antes de sua morte.

“Podemos confirmar que os pais de um homem de 23 anos de idade que cometeu suicídio solicitaram compensação por um ‘acidente de trabalho'”, afirmou um representante da divisão de Tóquio do Departamento de Inspeção das Leis de Trabalho, que não deu detalhes para preservar a privacidade da família.

No Japão, as mortes causadas por excesso de trabalho são chamadas de “karoshi”. O país reconhece oficialmente dois tipos: as doenças cardiovasculares ligadas ao excesso de horas de serviço e também o suicídio por algum estresse mental relacionado ao trabalho.

No primeiro ano na função, o homem havia trabalhado mais de 200 horas extras no mês anterior ao suicídio, segundo declarações de Hiroshi Kawahito, advogado da família. “Os atrasos na obra intensificaram a pressão para o cumprimento de prazos”, disse. “Estou tirando o dia de folga”, avisou o jovem, antes de desaparecer em março, um mês antes da descoberta do corpo e uma nota de suicídio.

Os trabalhos de construção do novo estádio, principal obra das Olimpíadas de Tóquio 2020, começaram em dezembro de 2016 após um atraso de quase um ano devido à rejeição do projeto original em uma manobra para redução de custos. A obra está programada para ser concluída em novembro de 2019.

(Com Reuters)

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