Clique e assine a partir de 9,90/mês

Nuzman vê falta de substituto e justifica perpetuação após Rio-2016

Por Da Redação - 5 fev 2012, 11h31

Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) desde 1995, Carlos Arthur Nuzman não descarta seguir na entidade após os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016. Ele está prestes a ser reeleito para um mandato até o fim do ano das Olimpíadas, quando completará 21 anos no posto, e acredita que não há substitutos à altura, por isso cogita concorrer novamente ao cargo.

Apoiado por 24 de 30 confederações nacionais, ele deve ser candidato único da eleição do COB que será realizado este ano após os Jogos Olímpicos de Londres e se garantirá no poder do esporte nacional até 2016.

‘Você tem carência de pessoas. Tenho trabalhando no COB 19 ex-atletas olímpicos. E fazemos cursos para formar outros para integrarem nossos quadros ou serem futuros dirigentes. As pessoas não fazem curso, não estudam, não querem melhorar e acham que sabem tudo. Então, o dirigente fica. No mundo inteiro acontece com frequência’, disse o mandatário em entrevista ao Lance!.Nuzman assumiu a presidência do COB em 1995 e utiliza as conquistas esportivas do Brasil desde então e o direito de sediar os Jogos Pan-americanos de 2007 e das Olimpíadas de 2016 para justificar sua permanência no cargo. Segundo o dirigente, esses resultados são frutos de um trabalho que exige um período longo de comando.

O carioca também preside o Comitê Organizador Rio-2016 e acredita que o acumulo de funções facilita o trabalho das duas entidades. Como ainda não enxerga substitutos à altura no COB, pode concorrer a um novo mandato mesmo após os Jogos Olímpicos no País.

‘Nunca digo o que vou fazer depois ou deixar de fazer. Nos próximos anos algumas coisas vão passar pela minha cabeça. Veremos o que pode ser feito, o que não pode e aguardaremos o que acontecerá’, afirmou.

Continua após a publicidade
Publicidade