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No Senado, jornalista britânico garante existência de provas contra Teixeira

O jornalista britânico Andrew Jennings, da BBC, garantiu que há provas que incriminam Ricardo Teixeira, presidente da CBF, no caso de corrupção envolvendo a extinta empresa de marketing esportivo ISL.

Andrew Jennings, que publicou livro contendo diversas denúncias sobre corrupção na entidade máxima do futebol (inclusive envolvendo Teixeira), diz que o presidente da CBF recebeu cerca de 9,5 milhões (R$ 16,6 mi). João Havelange, ex-presidente da Fifa, também estaria envolvido no caso.No dia 17 de outubro, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar Teixeira e seu irmão, Guilherme Terra Teixeira. O objetivo é apurar denúncias de transferências econômicas ilegais e lavagem de dinheiro, oriundo de suposto recebimento de propina da ISL. A Sanud, empresa que pertence a Ricardo Teixeira e tem seu irmão como procurador, teria recebido o dinheiro, que serviria para garantir privilégios em contratos de televisão ligados à Fifa.

‘Gostaria que a presidente Dilma Rousseff ligasse para Ricardo Teixeira e lhe pedisse para explicar o caso da ISL’, disse Jennings, em audiência pública na Comissão de Cultura, Educação e Esporte do Senado. Ele esteve lá convidado pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e se colocou à disposição da Polícia Federal e da Presidência.

O britânico disse ainda que a Justiça da Suíça tem em mãos confissões de Teixeira e Havelange, além de um documento em que Joseph Blatter, presidente da Fifa, garante ter conhecimento do caso. Essas informações seriam sigilosas e, segundo Jennings, já há um pedido para que sejam liberadas para investigações.

Andrew Jennings é desafeto de Ricardo Teixeira, que está movendo uma ação contra ele. O brasileiro cobra indenização por causa das acusações, que garante serem falsas, mas o repórter não se mostra disposto a colaborar.

Nesta quarta, pouco antes de seu depoimento, ele se recusou a assinar documento que lhe foi entregue por um oficial de Justiça. A citação solicitava que ele prestasse depoimento em janeiro de 2012, como parte do processo movido por Teixeira.