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Muricy, o papa-títulos, conquista a taça que lhe faltava

A média é impressionante: desde 2001, um título por ano. Faltava acabar com a fama de 'pé-frio' em mata-matas. E aí veio a conquista da América pelo Santos

Por Da Redação 23 jun 2011, 00h33

Em pouco mais de um mês de trabalho, Muricy garantiu seu primeiro título à frente do Santos: foi campeão paulista

No futebol, como na vida, a história se repete: Muricy Ramalho conquistou mais um título. O tetracampeão brasileiro é um dos técnicos mais vencedores do Brasil. Foi assim na maioria dos times onde passou: Internacional, São Paulo, Fluminense e, agora, no Santos. Muricy começou sua carreira como aprendiz de Telê Santana, melhor treinador da história do futebol brasileiro. Aprendeu que jogadores de futebol precisam de conversa, mas, acima de tudo, muito trabalho. Com a conquista da Libertadores, o treinador quebra o único estigma negativo que ainda o perseguia – o de não conseguir vencer grandes competições no formato “mata-mata”, principalmente a Libertadores – que tinha deixado escapar pelo São Paulo, em 2006, contra o Inter.

Seu primeiro título foi em 1994, quando conquistou a Copa Conmebol como comandante são-paulino. De lá para cá ele já amealhou outras dez conquistas. A trajetória de grande campeão começou em 2001, no Náutico, quando ficou com o título do Campeonato Pernambucano – ele também conquistou o mesmo torneio no ano seguinte. Muricy tem um incrível retrospecto de faturar, em média, um campeonato por ano. A exceção foi 2009, quando deixou o São Paulo e transferiu-se para o Palmeiras, onde ficou quase sete meses. Em 2003, foi campeão gaúcho com o Internacional, torneio que voltou a vencer em 2005. No intervalo, em 2004, conquistou o título paulista com o São Caetano. Assumiu o São Paulo e foi tricampeão brasileiro em 2006, 2007 e 2008. Voltou a conquistar título em 2010, depois de assumir o Fluminense e sagrar-se campeão brasileiro.

No Fluminense (à esq.) ele foi campeão brasileiro, no São Paulo (centro) foi tricampeão brasileiro e no Internacional foi bicampeão gaúcho
No Fluminense (à esq.) ele foi campeão brasileiro, no São Paulo (centro) foi tricampeão brasileiro e no Internacional foi bicampeão gaúcho VEJA

Muricy deixou o time carioca no começo de 2011 reclamando da falta de estrutura do clube e das promessas não cumpridas pela diretoria carioca. O treinador assumiu o Santos no começo de abril. A equipe paulista passava por um momento delicado. O interino Marcelo Martelotte assumiu após a demissão de Adilson Batista, que permaneceu no comando durante onze jogos. Os maiores desafios do novo treinador eram arrumar a defesa e domar o jovem craque Neymar, que tinha sido o pivô da saída do técnico anterior, Dorival Junior. Em pouco mais de um mês de trabalho, Muricy garantiu seu primeiro título à frente do Santos: foi campeão paulista, depois de vencer o Corinthians na final. O treinador conseguiu que Neymar mostrasse seu melhor futebol, deixando o garoto longe das polêmicas. A zaga já não é mais uma grande preocupação. O sistema defensivo passou a funcionar melhor, e o Santos parou de ser presa fácil para os atacantes adversários. Pouco afeito ao estilo marqueteiro de alguns colegas de profissão, Muricy não tem teorias mirabolantes para explicar seu sucesso. O bordão que tornou famoso – “Aqui é trabalho, meu filho!” – já diz tudo sobre a fórmula adotada para conquistar tantos títulos.

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